Johnny Depp apela a recurso no caso de difamação no Reino Unido

Em Novembro, o actor perdeu batalha judicial contra o The Sun: “Espancador de mulheres” não é difamação, considerou juiz.

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À porta do Supremo Tribunal marcaram presença fãs do actor Reuters/TOBY MELVILLE
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David Sherborne, o advogado de Johnny Depp, à chegada ao Supremo Tribunal, em Londres Reuters/TOBY MELVILLE
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David Sherborne, Lawyer for Johnny Depp, arrives at the High Court in London Reuters/TOBY MELVILLE
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Apoiantes do actor à porta do tribunal nesta manhã Reuters/TOBY MELVILLE

A estrela de Hollywood, Johnny Depp, vai pedir nesta quinta-feira para recorrer da decisão do tribunal londrino que o considerou culpado no caso de difamação contra o The Sun, que o apelidou de “espancador de mulheres”. Em Novembro, o juiz Andrew Nicol, decidiu que Depp tinha agredido violentamente a sua ex-mulher, a actriz Amber Heard, durante o seu tempestuoso relacionamento de cinco anos.

Essa decisão foi tomada após três semanas de audiências em que o tribunal ouviu alegações e contra-alegações de Depp, 57 anos, e Heard, 34 anos, sobre discussões violentas e abusos mútuos. Depp, protagonista de filmes como Piratas das Caraíbas e Eduardo, Mãos de Tesoura, quer recorrer da decisão do juiz. Os seus advogados consideram ser “preocupante” o juiz ter confiado no depoimento de Heard ao rejeitar os depoimentos de polícias, do seu ex-assistente e outras testemunhas que, segundo eles, teriam contestado as declarações da actriz.

Por isso, esta quinta-feira, a equipa jurídica de Depp vai pedir permissão para recorrer e apresentar mais provas. A audiência, que deve durar cerca de duas horas, será transmitida ao vivo no canal do Tribunal de Recurso no YouTube.

Depois do veredicto de Nicol, visto como altamente prejudicial para a carreira do actor, este foi convidado a deixar o projecto Fantastic Beasts, o spin-off dos livros e filmes de Harry Potter.

Durante o julgamento por difamação no Verão passado, Amber Heard disse que Depp transformava-se num “monstro”, depois de consumir drogas e álcool e muitas vezes ameaçou matá-la. A actriz descreveu 14 situações de violência extrema declarando que o ex-companheiro a sufocou, deu-lhe socos e bofetadas, uma cabeçada, estrangulou-a e deu-lhe pontapés. O juis considerou que 12 desses relatos eram verdadeiros.

Já o actor disse ao tribunal que nunca foi violento com a ex-mulher, afirmando que as suas alegações eram uma farsa e retratando-a como uma caçadora de fortunas. Contudo, Nicol rejeitou esta versão. O casal conheceu-se na filmagem de O Diário a Rum, em 2011, casou-se quatro anos depois e divorciou-se em 2016.

Johnny Depp também abriu um processo por difamação, no valor de 50 milhões de dólares (42 milhões de euros), num tribunal da Virgínia, contra a ex-mulher por causa de um artigo de opinião que aquela publicou no The Washington Post.