Parceria com a Engie nas renováveis deu ganho de 217 milhões à EDP

A EDP ganhou 217 milhões de euros com a partilha dos seus activos de energias renováveis no mar com a Engie, através da empresa Ocean Winds.

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Reuters/Morris MacMatzen

Em Julho do ano passado, a EDP e a Engie (que lidera o consórcio francês ao qual a eléctrica vendeu seis barragens no Douro), anunciaram a constituição da Ocean Winds, uma sociedade detida em partes iguais para o sector eólico offshore, fixo e flutuante.

As duas empresas “incluíram toda a sua carteira de activos offshore actual e em desenvolvimento” na Ocean Winds, que passaram a controlar conjuntamente. O negócio permitiu à EDP inscrever nas contas de 2020 um “ganho no valor de 217.633 milhares de euros, resultante da perda de controlo nos negócios offshore da EDPR [EDP Renováveis]”, refere o relatório e contas da EDP.

Segundo o documento enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), nesta categoria de ganhos com alienação de activos do negócio de electricidade (cujos proveitos a empresa utiliza para investir no desenvolvimento de novos projectos) a EDP obteve ainda 113 milhões com a venda de parques eólicos em Espanha e perto de outros 100 milhões com vendas na América do Norte.

Segundo a EDP, a Ocean Winds começou com um total de 1,5 Gigawatts (GW) de potência em construção e mais 4 GW em desenvolvimento, e tem “como meta alcançar 5 a 7 GW de projectos em operação ou em construção e 5 a 10 GW em desenvolvimento avançado até 2025”.

O foco da empresa são “os mercados da Europa, Estados Unidos e algumas regiões da Ásia [como Japão e Coreia do Sul], de onde deverá vir a maioria do crescimento”.

Nos termos da parceria estratégica anunciada em Maio de 2019 (por dois presidentes executivos que já não estão nos cargos, António Mexia e Isabelle Kocher, que deixaram a EDP e a Engie, respectivamente), a Ocean Winds será o veículo exclusivo de investimento da EDPR e da Engie para novos negócios eólicos offshore em todo o mundo.