7 dias, 7 fugas em casa: entre caminhadas e visitas guiadas, brindes e sabores do mar

De passeios por Loures ao peixe e marisco de Esposende, da estreia das novas visitas guiadas de Paula Moura Pinheiro aos retratos de Moçambique. Sugestões para uma semana em cheio, sem sair de casa.

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Sabores do Mar em Esposende DR
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Visita Guiada em Freixo de Espada à Cinta RTP2
Aqueduto das Águas Livres
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O Museu da Água (Lisboa) abre portas a visitas virtuais Nuno Ferreira Santos
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Caminhada virtual por Santa Iria de Azóia, entre morgadios: um mundo a descobrir Sara Jesus Palma
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Um dos retratos da exposição Ilhéus, de Moira Forjaz Moira Forjaz
Centro Cultural de Belém
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A Companhia de Música Teatral de Famalicão leva PaPI-Opus 8 ao Periferias DR
,Garrafa de vinho
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Conjunto Solidário Bagos d'Ouro DR

Sábado, 13: Caminhadas virtuais

Um percurso pedestre que parte de uma oliveira milenar para chegar ao Castelo de Pirescouxe, com um palácio, uma igreja e as ruínas de um convento pelo meio. A proposta vem da Câmara Municipal de Loures e debitaria três quilómetros aos pés dos participantes, não fosse a pandemia. Para que a ideia não fique pelo caminho, mudam-se os sapatos para o online: dia 13 de Março, às 10h, com transmissão em directo no Facebook, segue-se viagem por Santa Iria de Azóia, entre morgadios: um mundo a descobrir. Com duração aproximada de três horas, o percurso promete revelar algumas das surpresas patrimoniais da Azóia, como o Palácio de Valflores (construído no século XVI), a igreja matriz, as ruínas do Convento de Nossa Senhora da Conceição ou o paço acastelado de Pirescouxe.

Domingo, 14: Sabores do Mar em terra

Em Esposende, é tempo de fazer render o peixe com Sabores do Mar. Com 22 anos de faina e parte da “mobília” gastronómica da região, o evento atraca em 25 restaurantes e 23 pastelarias e padarias para divulgar e incentivar não só o consumo de peixe e marisco, mas também outros produtos locais (entre eles, os doces, os cogumelos, os vinhos e os licores). Com um programa reinventado, que se estende até ao final de Abril, alinha-se um cartaz à distância, com petiscos em take-away, entregas ao domicílio e diversas actividades nos canais digitais do município. No capítulo das novidades, há lugar à rubrica Sem Escamas – que mostra, por exemplo, como amanhar ou filetar o peixe – e às Receitas (Des)confinadas dos parceiros do certame. A pesca não fica por aqui: estão previstas demonstrações culinárias (que vão da cozinha de fusão à confecção de um prato com zero quilómetros, feito com produtos da terra), tertúlias sobre pesca sustentável, cozinha solidária e oficinas. A lista de estabelecimentos associados e o programa completo podem ser consultados aqui.

Segunda, 15: Visita Guiada, nova temporada

A Visita Guiada de Paula Moura Pinheiro regressa nesta segunda-feira à antena da RTP2, às 22h55 (e também à Antena 1), com uma nova temporada, a 11.ª. A inauguração tem lugar em Freixo de Espada à Cinta, mais especificamente na Igreja Matriz (ou Igreja de São Miguel), erigida no século XVI e, como sublinha a anfitriã, “claramente desproporcionada se comparada com a escala da vila”. São questões e curiosidades como esta que norteiam a conversa com o investigador freixenista Jorge Duarte. E é dela que se parte à descoberta da vila raiana do nordeste transmontano onde nasceu Guerra Junqueiro. Daqui, o magazine seguirá em busca de outros tesouros do país, como a Baixa Pombalina, o Paço dos Duques de Bragança (Guimarães), o Theatro Circo de Braga ou as levadas da Madeira. No total, serão 25 novos episódios a percorrer o território à boleia de perspectivas originais do património cultural, seja o mais imponente dos edifícios, um trilho ou somente uma peça – assim haja uma história para contar.

Terça, 16: Retratos Falados da Ilha de Moçambique

Histórias de vida dos habitantes da Ilha de Moçambique dão-se a conhecer de viva voz e na primeira pessoa, numa série de Retratos Falados – é a exposição Ilhéus a espraiar-se para o online, enquanto o desconfinamento não chega à Sala Rostrum da Fundação Eugénio de Almeida. A combinação de imagens e registos áudio, exibida numa série de vídeos no site da fundação, vai assim “levando as suas vozes mais longe” e ao encontro do público também confinado, enquanto não a reabertura não acontece. Inaugurada a 19 de Setembro de 2020, Ilhéus é composta por retratos fotográficos captados – e publicados em livro – por Moira Forjaz (n.1942, Zimbabué), ela própria radicada na cidade insular africana. “Provavelmente, foi a primeira vez que alguém lhes pediu para falar de si, dos próprios sonhos, da vida que levaram e daquela que queriam ter levado. Das suas frustrações, das decepções e das suas satisfações. Da sua vida” – palavra da curadora, a jornalista italiana Paola Rolletta. A exposição funciona como homenagem à vida em comunidade destes ilhéus, mas também à proximidade histórica e cultural com Évora, cidade geminada com a Ilha de Moçambique desde 1997. 

Quarta, 17: Visitas com água no bico

“Se não pode ir ao Museu, o Museu vai até si”. Quem o diz é o Museu da Água da EPAL que agora pode ser visitado à moda virtual, como mandam as cautelas. Não querendo substituir a experiência in situ, esta é a solução encontrada para dar a conhecer a história da água enquanto as portas não reabrem, servindo também de aperitivo para um programa em família, num futuro desconfinado. Por agora, sem marcação prévia, é possível entrar e desfrutar de uma experiência que tanto vai beber ao realismo das vistas como à descoberta de detalhes e curiosidades das estruturas centenárias do museu. De acordo com a nota de imprensa, “o visitante poderá percorrer a arcaria monumental do Aqueduto das Águas Livres e sentir a vertigem quando se inclina no arco maior, subir ao terraço da Mãe d’Água das Amoreiras e observar Lisboa a 360º ou ainda ver e ouvir a máquina a vapor a funcionar na Estação dos Barbadinhos”. As visitas são gratuitas e estão disponíveis no site da EPAL, com versões em português e em inglês. 

Quinta, 18: Periferias em quatro estações

É com Bazuca News, do Teatro da Palmilha Dentada, que arranca, nesta quinta-feira, um Periferias reinventado. No ano em que celebra o seu décimo aniversário, o festival de artes performativas move-se ao ritmo das estações – a começar, naturalmente, pela Primavera. O primeiro dos quatro momentos programáticos decorre exclusivamente online. Depois de fazer subir a cortina virtual com a peça da Palmilha Dentada (às 21h45), prossegue, no dia seguinte, com o encontro de poesia Uma Viagem pelo Mundo da Poetry Slam, contando com participações vindas de países como Itália, Guiné ou Angola (às 21h45). Dia 20, há Conversas Periféricas para debater “a importância de trabalhar em rede” (às 16h) e a estreia d'O Triciclo do Ninguém Teatro (às 21h45). A 21, entram em cena PaPI-Opus 8, “uma viagem virtual ao mundo dos pássaros que envolve teatro, música e muito movimento” para os mais pequenos, pela Companhia de Música Teatral de Famalicão (às 11h); mais conversas, desta vez sobre a arte das marionetas e formas animadas (às 16h30); e um concerto de NBC a apresentar o recém-lançado Epiderme, álbum fruto do confinamento (às 21h45). Para as próximas estações estão previstas mais manobras de teatro, poesia, música e conversa, com a esperança de que se cumpram os desejos anunciados pelo programa geral: um Verão na rua e um Outono/Inverno em sala. Para já, o Periferias pode ser acompanhado nas redes sociais e no site do Chão de Oliva. Há eventos gratuitos e outros pagos (5€); nestes casos, parte do valor é reencaminhada para apoiar associações culturais.

Sexta, 19: Brindes ao pai e à solidariedade

A sugestão vem das vinhas do Douro e chega da Enoteca - Clube de Vinhos como oferta para o Dia do Pai ou já a pensar em harmonizações com menus pascais. Mas o brinde tem um alcance maior: metade do valor de cada kit vendido reverte para a Bagos d'Ouro, associação que apoia o trajecto escolar de crianças e jovens de famílias carenciadas da região duriense – um trabalho particularmente desafiante desde o início da pandemia, no campo do combate ao isolamento digital. Dentro do kit, além da contribuição para a causa, vêm três garrafas, cada uma com um néctar a representar uma das três sub-regiões do Douro vinhateiro: Baixo Corgo (Caldas Vinhas Velhas tinto 2015), Cima Corgo (Quinta Nova Terroir Blend tinto 2018) e Douro Superior (Barão de Vilar Garrafeira tinto 2015). O conjunto pode ser adquirido aqui, por 59€.