Vila Real vai plantar 5000 árvores nas florestas do concelho

Projecto do município de Vila Real pretende plantar 5000 árvores e reabilitar áreas florestais do concelho assoladas por incêndios.

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Collie Coburn/Unsplash

A Câmara Municipal de Vila Real vai plantar 5000 árvores de espécies autóctones e reabilitar cerca de 12 hectares de áreas florestais do concelho que têm sido assoladas por incêndios, anunciou o município.

“O projecto pretende tornar a nossa floresta mais resiliente a um dos factores que mais negativamente a afecta, que são os incêndios florestais”, afirmou, esta quarta-feira, 3 de Março, à Lusa, o vereador da Segurança e Protecção Civil, Carlos Silva.

A plantação de árvores decorre no âmbito do Programa Floresta Comum, a que a Câmara Municipal de Vila Real anualmente se tem candidatado, e representa mais um passo para a concretização do objectivo de plantar um milhão de árvores no concelho.

O vereador disse que já foram plantadas cerca de 250 mil árvores. Em 2021 serão reabilitados cerca de 12 hectares de áreas florestais em baldios, através da plantação de cerca de 5000 árvores de espécies autóctones.

O município aderiu em 2014 ao programa desenvolvido pela associação ambientalista Quercus e apoiado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O objectivo é “reabilitar os espaços florestais do concelho, dotando-os de maior resiliência aos factores bióticos e abióticos que anualmente os afectam, particularmente os incêndios florestais, melhorando igualmente os índices de biodiversidade e de produção de serviços de ecossistema.”

As plantações tiveram início a 21 de Fevereiro e devem prolongar-se até ao fim-de-semana, contam com o apoio técnico do município de Vila Real e estão a ser concretizadas em conjunto com as entidades gestoras de baldios (conselhos directivos e juntas de freguesia), o ICNF e as equipas de sapadores florestais do concelho.

A área a intervir situa-se no baldio de Aveção do Cabo, na freguesia da Campeã, integrando as áreas florestais da Serra do Alvão e Marão, na zona norte do concelho.

Estas áreas, segundo a autarquia, “têm sido assoladas por incêndios florestais que têm eliminado o estrato arbóreo, carecendo agora de replantações que permitam a sua reflorestação com espécies autóctones que lhes confiram maior sustentabilidade e contribuam igualmente para a mitigação dos efeitos provocados pela erosão dos solos em territórios florestais de grande sensibilidade ecológica.”