O que aprendemos com a pandemia, segundo Marcelo: “A importância primordial do SNS”

Num discurso de seis parágrafos, o Presidente da República insiste que é desejável “retirar lições” do que correu bem e mal neste ano de pandemia.

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Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Daniel Rocha

O Presidente da República assinalou o dia em que passa um ano sobre o primeiro caso de covid-19 diagnosticado em Portugal com uma mensagem na página oficial de Belém, na qual defende a importância do Serviço Nacional de Saúde e dos seus profissionais.

"A importância primordial do Serviço Nacional de Saúde e dos seus dedicados profissionais, a complementaridade dos sectores social e privado, ficaram claras para o cidadão e para a sociedade, a forma meritória como se organizaram na resposta à pandemia deixou evidente que este é um dos bens maiores que o País dispõe”, escreve Marcelo Rebelo de Sousa.

Na sua mensagem de seis parágrafos, o Chefe de Estado “saúda a forma como todos os portugueses se organizaram e comprometeram na resposta a esta pandemia, com uma particular palavra de apreço ao trabalho e empenho desenvolvido pelos profissionais de saúde” e reconhece que “de modo global, o país foi-se ajustando à pandemia, umas vezes mais proactivamente, outras, infelizmente, mais reactivamente”.

Além de palavras de apreço e gratidão, o Presidente deixa alguns conselhos. Um deles tem a ver com o que devemos aprender com os últimos doze meses. “É desejável que, mais do que aprender com o que correu bem, tenhamos, todos nós, a capacidade de retirar lições com o que correu menos bem. Melhorarmos a capacidade de planear e antecipar cenários e respostas, reagirmos de modo mais célere e mais adaptado às circunstâncias, são exemplos de áreas que devem ser alvo da atenção actual e futura de todos nós”, indica o Presidente.

Marcelo deixa uma mensagem de esperança, lembrando que a história e a ciência nos ensinam que “a pandemia irá, inevitável e felizmente, um dia terminar" e sublinha que a chegada desse dia, mais depressa ou mais devagar, depende da “vacinação em massa, presentemente dificultada pela escassez da entrega de vacinas pelos produtores”.

O Presidente não esconde que o futuro pode trazer outros desafios — como "o aparecimento de novas estirpes”, o “cansaço na adopção das várias medidas, que continuam a ser essenciais, nomeadamente no uso de máscaras e no distanciamento social"; ou a “necessidade da inevitável retoma da actividade do país”. Mas insiste que o que fizermos hoje irá determinar o futuro.

Finalmente, Marcelo Rebelo de Sousa acredita que este é o momento em que todos temos a oportunidade de mostrar o empenho na luta contra a covid-19 para que a retoma surja tão depressa como é desejável. “Esta é também a oportunidade para reafirmar o nosso compromisso no combate à pandemia, mantendo-nos igualmente fiéis na necessidade de se retomarem outras actividades na área da saúde, da educação e da economia em geral”, escreve Presidente.