António Costa pede “sentido cívico” porque “as tragédias repetem-se”

Primeiro-ministro insiste que o que aconteceu na primeira vaga e na segunda, assim como no mês de Janeiro, não pode repetir-se.

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António Costa e Marta Temido no Curry Cabral LUSA/ANDRÉ KOSTERS

O primeiro-ministro e a ministra da Saúde visitaram nesta terça-feira o Hospital Curry Cabral, em Lisboa para, um ano depois de a pandemia da covid-19 ter chegado a Portugal, homenagearem os profissionais de saúde. Os dois governantes fizeram um forte apelo aos portugueses para que não baixem a guarda em relação à doença.

Apelo ao sentido cívico de todos para que mantenhamos com enorme rigor este desconfinamento. Sei que o cansaço se vai acumulando, sei que as necessidades vão aumentando, o risco de perda de emprego e de destruição de empresas vai aumentando e tudo isso obviamente pressiona”, afirmou António Costa no final da visita ao hospital que mais doentes com covid-19 recebeu.

O primeiro-ministro acrescentou que há uma coisa que todos nós sabemos: “Nós não podemos repetir o que aconteceu na primeira vaga, o que aconteceu na segunda vaga e muito menos podemos repetir o que aconteceu neste trágico mês de Janeiro.”

Por isso, o chefe do Governo disse ser “fundamental ter na memória o que aconteceu”, porque “a ideia de que as tragédias não se repetem é uma ideia falsa”. “As tragédias repetem-se quando os seres humanos repetem os erros que conduzem a essas tragédias. (…) Essa é melhor forma de apoiarmos estes excelentes profissionais [de saúde]”, acentuou.

António Costa e Marta Temido afirmaram ainda saberem que “todos os portugueses estão profundamente agradecidos pelo trabalho” realizado pelos profissionais de saúde ao longo deste ano.

Não podemos deixar de nos emocionar com aquilo que foi a capacidade dos nossos profissionais de saúde, do nosso Serviço Nacional de Saúde e também de todo o sistema de saúde português de responder a esta dificuldade. Foram meses, semanas e dias muito difíceis”, acrescentou Marta Temido.

Antes desta visita, a ministra da Saúde afirmara na Antena 1 que o país ainda não está “em condições” para falar sobre o regresso às aulas nas escolas, remetendo mais esclarecimentos para o próximo dia 11 de Março.

Questionada sobre o regresso ao ensino presencial, em entrevista, Marta Temido respondeu: “Não estamos em condições de falar sobre esse tema ainda. Optámos por manter essa informação condicionada a um conjunto de circunstâncias, a um conjunto de audições e concretamente a um calendário que já foi anunciado pelo primeiro-ministro e que refere que no dia 11 de Março daremos conta de um conjunto de regras que, se determinados pressupostos se mantiverem, depois se aplicarão”.