Inês Marques alcança resultado de prestígio em “prova de renome”

Na primeira vez que correu mais de 100 quilómetros, a campeã nacional de trail terminou a Transgrancanaria, em Espanha, na terceira posição.

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Jordi Saragossa/Transgrancanaria
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Jordi Saragossa/Transgrancanaria
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Foi a primeira prova em que participou este ano e terminou com um resultado de prestígio para a campeã nacional de trail. Inês Marques disputou no passado fim-de-semana a Transgrancanaria, uma das competições de trail mais relevantes do calendário internacional, e, num resultado que “superou as expectativas” da atleta de Almada, concluiu os 129 quilómetros do trajecto que atravessou a ilha de Grande Canária no terceiro lugar. 

Cerca de quatro meses depois de participar na ilha do Faial no Golden Trail Championship, competição que juntou nos Açores a elite do trail mundial, Inês Marques iniciou a época de 2021 com a participação na 22.ª edição da Transgrancanaria, uma das provas mais importantes do calendário internacional com um percurso que atravessou a ilha espanhola num total de 129 quilómetros e 6.720 metros de desnível positivo.

A falta de competição desde Outubro era, segundo a atleta de Almada, uma das suas “preocupações” mas, em declarações ao PÚBLICO, Inês Marques confessa que as “expectativas, que estavam altas”, foram “superadas”: “Nunca esperei correr tão perto das da elite. Fiquei impressionada por conseguir ficar tão na frente.”

Para além da forte concorrência, “não tanto em quantidade, mas em qualidade”, a portuguesa tinha pela frente na Grande Canária “o desafio” de correr pela primeira vez uma prova com mais de 100 quilómetros e, ainda na parte inicial, houve um contratempo adicional: “A corrida começou de noite e caí logo aos 17 quilómetros, o que me condicionou. Aleijei-me quase no corpo todo. Nos quilómetros seguintes tive muitas dores na anca e no joelho.”

Apesar das dificuldades, a corredora da Salomon Suunto Caravela​ optou por não parar, numa prova disputada em autossuficiência e sem apoio externo. “Nos reabastecimentos perguntavam-me se queria um médico, mas preferi não ser vista e continuar”, e, embora a parte final fosse “muito técnica” e “os quilómetros custassem a passar”, a campeã nacional conseguiu segurar o lugar no pódio.

Com este resultado, numa “das provas mais competitivas na ultradistância”, Marques admite alterar a estratégia para o resto do ano. “Estou a ponderar repensar o calendário e apostar neste circuito [Spartan Trail World Championship], que tem três ou quatro provas na Europa e prémios monetários. A próxima etapa é em Junho, em Itália. Até lá, não sei o que vou fazer. Supostamente deveria haver o campeonato nacional em Março, mas ainda não anunciaram nada.”