Plano para desconfinar que circula nas redes sociais é falso. Governo faz participação ao Ministério Público

Gabinete do primeiro-ministro admite que fará queixa ao Ministério Público sobre um documento falso que circula na Internet para planear desconfinamento.

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António Costa, primeiro-ministro LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O gabinete do primeiro-ministro emitiu uma nota nesta quinta-feira a desmentir a autenticidade do plano de desconfinamento que está a circular, desde esta manhã, nas redes sociais e a anunciar que será feita uma comunicação sobre o assunto ao Ministério Público. O executivo insiste que "este não é ainda o momento do desconfinamento”.

Encontra-se a circular um documento falso que apresenta um suposto plano de desconfinamento, imputado ao Governo, o qual consiste numa adulteração abusiva da tabela de desconfinamento divulgada em Abril do ano passado”, escreve o Governo em comunicado.

“Este documento não tem qualquer veracidade, não é da autoria do Governo, nem se baseia em qualquer trabalho preparatório, pelo que às informações constantes do mesmo não deve ser atribuída qualquer credibilidade. Pela desinformação e falsas expectativas que tal documento pode gerar, com o inerente risco para a saúde pública, esta falsificação será objecto de comunicação ao Ministério Público”, lê-se na mesma nota.

O gabinete de António Costa adianta que tal como aconteceu no ano passado, estão a ser preparados "os futuros passos de desconfinamento, que serão dados em devido tempo, em articulação com a estratégia de testagem e o plano de vacinação”.

“O Governo considera que é inoportuno proceder nesta fase a qualquer apresentação ou discussão pública sobre o tema. Este não é ainda o momento do desconfinamento. Pelo contrário, tal como referido no projecto de decreto de Sua Excelência o Presidente da República, não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, neste contexto, as medidas de restrição dos contactos”, refere o comunicado.