Embaixador de Itália na RD Congo morto em ataque a comboio da ONU

Desconhecem-se os motivos do ataque que fez três mortos, ou quem o realizou. Luca Attanasio seguia num carro do Programa Alimentar Mundial.

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Luca Attanasio Reuters

O embaixador da Itália na República Democrática do Congo, Luca Attanasio, foi morto nesta segunda-feira de manhã num ataque contra um comboio do Programa Alimentar Mundial, nos arredores da cidade de Goma, no leste do país. Mais duas pessoas foram mortas, o segurança do embaixador e o motorista do veículo em que seguiam.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano confirmou que um membro dos carabinieri que fazia parte da escolta do embaixador, morreu juntamente com Attanasio. “O embaixador e o militar viajavam a bordo de um veículo da MONUSCO”, a missão da ONU no país que escoltava a caravana do PAM, disse à agência noticiosa italiana AdnKronos.

Luca Attanasio, 47 anos, que desempenhava as funções de embaixador na RD Congo desde início de 2018, foi “baleado no abdómen” e transportado “em estado crítico” para um hospital em Goma, segundo disse à agência AFP uma fonte diplomática.

O Presidente italiano Sergio Mattarella denunciou o “ataque cobarde” que custou a vida ao seu embaixador, ao soldado italiano Vittorio Iacovacci e ao motorista. “A república italiana está de luto por estes servidores do Estado que perderam a vida no exercício das suas funções”, disse Mattarella, lamentando o “acto de violência” contra um comboio do Programa Alimentar Mundial.

O exército congolês disse que “as Forças Armadas congolesas estão a tentar descobrir quem foram os agressores”.

O ataque ao comboio do PAM teve lugar a norte de Goma, a capital da província do Kivu Norte, que é alvo da violência de grupos armados há mais de 25 anos.

Esta região, que acolhe o Parque Nacional da Virunga, é também o cenário de conflito no Kivu Norte, onde dezenas de grupos armados lutam pelo controlo da riqueza do solo e subsolo.

A morte de Attanasio foi confirmada pelo porta-voz do parque, que sugeriu que o ataque pode ter sido realizado para tentar raptar pessoal da ONU, segundo o portal de notícias do Congo Actualité. Em 2018, dois turistas britânicos foram raptados no local onde ocorreu o ataque desta segunda-feira.

Porém, não há até ao momento qualquer dado sobre as motivações do ataque e sobre a sua autoria.

A agência italiana de notícias Ansa informou que o chefe da delegação da União Europeia na RD Congo também estaria entre os ocupantes do veículo alvejado. Não há informações sobre se foi alvejado.