Movimento propõe criação de provedor da mobilidade em Coimbra

Somos Coimbra, que tem dois vereadores na autarquia, entende que medida ajudaria a garantir “qualidade e transparência municipal” da mobilidade e acessibilidades.

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neg nelson garrido

Seria um passo para desenvolver a mobilidade urbana e perceber melhor as necessidades dos munícipes, entende o Somos Coimbra. O movimento independente que tem dois vereadores na Câmara Municipal de Coimbra (CMC) propôs, nesta segunda-feira, na reunião do executivo, a criação da figura de um provedor da mobilidade.  <_o3a_p>

A função desta figura “terá como prioridade a promoção e a defesa da criação de acessibilidades e mobilidade para todos os cidadãos, independentemente do modo de transporte utilizado”, sugeriu a vereadora Ana Bastos, eleita pelo movimento. O provedor de mobilidade da CMC teria ainda como missão ouvir “todas as pessoas com mobilidade reduzida, defendendo os direitos e legítimos interesses destes cidadãos, contribuindo para a inclusão e coesão social no concelho de Coimbra”, acrescentou. <_o3a_p>

“Criar esta figura, é uma aposta na garantia de qualidade e transparência municipal no domínio da mobilidade e acessibilidades, com vista a melhorar o grau de satisfação dos direitos e interesses legítimos dos munícipes”, referiu Ana Bastos, que é também professora na Universidade de Coimbra, especializada no campo da mobilidade.  <_o3a_p>

O provedor, cuja criação seria proposta à Assembleia Municipal de Coimbra, poderia ter iniciativa própria ou actuar “mediante a recepção de mensagens electrónicas ou consultas directas, com participações, queixas, petições, sugestões” dos cidadãos, referiu Ana Bastos, na mesma reunião em que foi analisado o troço do metrobus, um sistema de autocarros eléctricos, do miolo da cidade. <_o3a_p>

A proponente sublinhou que as cidades enfrentam “desafios relacionados com as zonas periféricas, onde quer as deslocações pendulares para o trabalho e escola, dependem maioritariamente da disponibilidade do transporte público com rotas e horários adequados às necessidades da população”. Isto, num contexto em que há uma maior competição pelo espaço público, com o “surgimento de diversas alternativas de transporte e deslocação”, nomeadamente nos campos da mobilidade suave e micro-mobilidade, notou. <_o3a_p>