A “linha de montagem” da vacinação contra a covid-19 em Cascais

Enfermeiros estão a trabalhar em “modo fabril” para que os utentes esperem o menos possível para serem vacinados. O ritmo ainda está longe da capacidade máxima, mas testa-se a “linha de montagem” onde nenhuma das peças pode falhar. Pequena viagem aos bastidores de um centro de vacinação.

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Falta pouco mais de um minuto para que Maria João Almeida possa levantar-se da cadeira e sair do pavilhão desportivo de São Domingos de Rana, em Cascais. Cumprida a meia hora de espera após ter levado a vacina que, espera, a proteja da covid-19, e sem qualquer sintoma associado à toma, Maria João pode seguir com o seu dia. A vida tem pregado muitas partidas a esta mulher de 54 anos, chefe de secção nos serviços administrativos do Centro Cultural de Belém: “Tive um enfarte do miocárdio em 2012, tive de fazer uma angioplastia, colocar um stent… tenho um coraçãozinho frágil. Além disso, tive de fazer uma nefrectomia, tenho só um rim. E tenho outras coisas. Tenho uma mastectomia bilateral e um problema oncológico de pele, melanomas malignos. E fiz um bypass gástrico. Perdi 64 quilos. E cá estou agora.” 

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