Opinião
Para não estarmos sempre a falar das mesmas coisas (2)
Pouco tempo depois da queda e da execução de Ceausescu participei numa delegação internacional que visitou a Roménia em 1990. Os acontecimentos do dia de Natal de 1989 ainda estavam encobertos por muitas obscuridades e não se sabia muito bem o que tinha acontecido no julgamento fantoche de Ceausescu e da mulher Elena, e a sua imediata execução por fuzilamento numa caserna em Targoviste, onde tinham sido presos depois de fugirem de Bucareste. Havia igualmente muita controvérsia sobre o papel da polícia política Securitate, na própria queda do regime, assim como dos soviéticos, que Ceausescu culpou no julgamento fantoche de serem os culpados do que lhe estava a acontecer. Havia também uma discussão em aberto sobre o futuro da Securitate, num regime que se apresentava como democrático.
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