Morreu U-Roy, o toaster supremo da música jamaicana

Não foi o primeiro toaster, mas não era por acaso que lhe chamavam The Originator. Mestre nessa arte de canto-falar sobre o ritmo da música jamaicana, U-Roy ajudou a levar ao mundo a música do seu país e, sem o saber então, contribuiu para o nascimento do hip hop. A morte chegou na Jamaica, aos 78 anos.

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Em 1975 a edição de Dread in Babylon leva o seu nome a firmar-se definitivamente no panorama internacional Facebook U-Roy

Cresceu a admirar James Brown, o Padrinho da Soul, e a idolatrar Louis Jordan, o saxofonista, cantor e compositor que marcou a era tardia do swing. Tirou certamente notas daquilo que neles ouvia quando começou ele mesmo a tornar-se vocalista, mas aquilo que criou e o músico que se tornou era totalmente, indiscutivelmente jamaicano. Alcunhado The Originator, não foi o primeiro toaster, mas foi um dos célebres e influentes toasters da música jamaicana, destacando-se como um dos nomes que a levou aos quatro cantos do mundo e ajudando a popularizar mundialmente aquele canto falado, proto-rap, que viria a ser fundamental para o desenvolvimento do hip hop. U-Roy, cujo percurso se cruzou com alguns dos maiores nomes da música jamaicana, como os produtores Lee Perry, Bunny Lee ou Sir Coxsone Dodd, e a quem o governo do seu país atribuiu em 2007 a Ordem de Distinção pelos serviços prestados à música, morreu esta quarta-feira, aos 78 anos.