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“Sol Negro”: o bailado de milhares de estorninhos pelos céus da Dinamarca

Riscando os céus dinamarqueses, milhares de estorninhos movem-se no ar como um organismo único, descrevendo um bailado aéreo de "incrível impacto visual""É a coisa mais formidável que já vi", disse ao P3 o autor do fotolivro Black SunSøren Solkær, que dedicou quatro anos ao registo deste fenómeno​. 

©Søren Solkær
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Uma mancha negra em movimento rodopia nos céus do pantanoso sul da Dinamarca. "É o fenómeno do 'Sol Negro'", refere o fotógrafo Søren Solkær, em entrevista ao P3. "É o que chamamos, em dinamarquês, aos bandos de estorninhos que bloqueiam a luz do Sol." Nunca pôde esquecer o dia em que os viu, pela primeira vez, em voo sincronizado pelos céus. "Sou fascinado pelas formas que assumem desde criança", recorda. "Os estorninhos movem-se, no ar, como um organismo único."

Na Primavera e Outono, quando os bandos de estorninhos se sentem ameaçados por aves de rapina, disparam em direcção ao céu, descrevendo um bailado aéreo de "incrível impacto visual". "É a coisa mais formidável que já vi. Sinto uma intensa e próxima ligação com a natureza quando acontece. É algo único e muito diferente, de cada vez que acontece, por isso parece que vejo sempre pela primeira vez." Mesmo passados quatro anos a seguir este fenómeno, refere. "No interior do bando, os pássaros condensam-se ou distanciam-se, desenhando no horizonte o que parecem ondas de interferência ou abstracções matemáticas. Podem formar figuras geométricas ou orgânicas, assumir um aspecto sólido ou fluído, material ou etéreo." O fotolivro Black Sun, editado pela dinamarquesa Narayana Press, contém, nas palavras do autor, "um fragmento de eternidade".

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Capa do fotolivro "Black Sun", de Søren Solkær
Capa do fotolivro "Black Sun", de Søren Solkær
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