Nova sede da Fidelidade em Entrecampos vai a votos na Câmara de Lisboa

Proposta contempla edifício de 40 mil metros quadrados na Av. Álvaro Pais.

Foto
Projecto integra a Operação Integrada de Entrecampos, mas localiza-se na Av. Álvaro Pais e não na antiga Feira Popular daniel rocha

A Fidelidade deverá receber esta quinta-feira a primeira luz verde ao projecto de construir a sua nova sede em Entrecampos. A Câmara de Lisboa vai discutir um pedido de informação prévia relativo a um terreno na Av. Álvaro Pais para onde a seguradora tem planeado um edifício com 8 pisos.

Se for aprovado, este será o primeiro processo urbanístico privado da Operação Integrada de Entrecampos a passar da fase das intenções. A vertente pública, que contempla casas de renda acessível na Av. das Forças Armadas, arrancou em meados de 2020.

A Fidelidade é a dona de todos os terrenos da antiga Feira Popular desde que ganhou a hasta pública promovida pela autarquia no fim de 2018. Nessa ocasião comprou também uma parcela na Álvaro Pais por 35,4 milhões de euros. É aí que vai construir a sua nova sede.

De acordo com documentos anexos à proposta que vai a votos esta quinta, o futuro edifício terá a forma de um trapézio. Estão previstas “duas grandes alas transparentes, ladeando um ‘vazio’ central permeável, que flui por debaixo de uma estrutura suspensa”, diz um excerto da memória descritiva citado numa informação técnica dos serviços de Urbanismo.

O PÚBLICO procurou saber mais detalhes da proposta junto da Fidelidade, nomeadamente qual é o atelier de arquitectura responsável pelo projecto e que valências se prevêem para o imóvel, mas não obteve resposta.

O novo edifício deverá ter um total de 13 pisos, dos quais 8 para escritórios e dois semi-enterrados para vencer o desnível do terreno entre a linha ferroviária e a Rua Sousa Lopes. Divididos por vários patamares haverá um auditório, uma biblioteca, salas de estudo, um museu, café e loja. Estão ainda previstos três pisos subterrâneos para estacionamento automóvel, no total de 480 lugares (menos 93 do que o máximo admissível). Uma particularidade: a câmara não obrigava ter lugares para bicicletas, mas a proposta contempla 112.

O projecto contempla ainda uma “estrutura de ensombramento” em praticamente todo o edifício, “criando uma protecção de fachada dinâmica que responde aos desafios de sustentabilidade climática”.

O processo mereceu para já pareceres positivos de vários serviços da autarquia e das entidades externas cujo pronunciamento é obrigatório. À aprovação deste pedido de informação prévia seguir-se-á o processo de licenciamento. Depois da hasta pública, em 2018, Fernando Medina prometeu um “licenciamento expedito” para que as construções não demorassem a concretizar-se. Para o espaço da antiga Feira Popular estão previstos um grande centro empresarial, 279 fogos de habitação, espaços verdes e algum comércio.