O Cinenova está à procura de curtas de jovens realizadores — e as melhores ganham prémios

Em 2021, realiza-se a terceira edição do Cinenova, o único festival internacional de cinema universitário em Portugal. A fase de candidaturas encerra a 2 de Maio.

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Jakob Owens/Unsplash

O Cinenova iniciou a época de caça às melhores curtas-metragens de 2021. Este ano, a exibição dos filmes acontecerá mais tarde que o habitual, de 28 de Setembro a 1 de Outubro, na Universidade Nova de Lisboa. Os candidatos concorrem a um prémio de 2000 euros, na categoria de melhor filme internacional, e a um prémio de 1000 euros, para o melhor filme português.

Até 2 de Maio, é possível submeter trabalhos na plataforma FilmFreeWay. Os filmes devem ter sido produzidos após Janeiro de 2018, realizados por um estudante universitário e ter uma duração máxima de 30 minutos.

No primeiro dia de abertura de submissões, a 1 de Fevereiro, o Cinenova recebeu mais de metade do total de candidaturas feitas na primeira edição, em 2019. “O objectivo é darmos lugar não só a quem submete as suas curtas-metragens, mas a todos os estudantes que participam na produção, para que possam colocar em prática o que aprendem”, diz Patrícia Lima, produtora executiva do festival, que é totalmente organizado por alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa.

​Patrícia integra a organização desde o início. Estudou cinema, especializou-se em Comunicação, Cultura e Artes e frequenta, agora, o doutoramento em História da Arte na FCSH. “O Cinenova é-me muito querido. Quando invisto num projecto no qual acredito não o consigo largar, embora exija muito esforço”, conta a voluntária. “A nossa missão não é apenas desenvolver a arte cinematográfica, mas todas as formas de conhecimento”, explica, referindo-se ao grande tema do festival que se mantém, ano após ano: Cinema e Conhecimento.

Em 2020, o Cinenova, o único festival de cinema universitário em Portugal, recebeu mais de 800 filmes para concurso, de 77 países. A jovem realizadora belga Kato de Boeck conquistou o prémio de Melhor Filme Internacional, com a curta-metragem Provence, e o japonês Atsushi Kuwayama, mestre em Realização para Cinema Documental pela Universidade Lusófona, ganhou o Melhor Filme Português, com Três Perdidos Fazem Um Encontrado.

O festival é uma iniciativa da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que o acolhe, do Instituto de Comunicação da Nova (ICNOVA) e do IFILNOVA-Cinelab, laboratório de Cinema e Filosofia da Nova. Além da exibição dos filmes a concurso, professores e alunos da FCSH organizarão master classes, debates e workshops durante o festival. O regulamento completo do concurso pode ser consultado aqui.