Covid-19: sete em cada dez concelhos tiveram aumento de novos casos. Há mais 18 no nível máximo de risco

Há agora 233 concelhos no nível mais elevado de risco, mais 18 do que na semana anterior. Penedono e Castelo de Vide lideram a lista de municípios com maior taxa de incidência e com o maior aumento desde a última actualização.

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Os dados da incidência a 14 dias apresentados esta segunda-feira no boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) dão conta de 233 concelhos de Portugal no nível de “risco extremamente elevado” de contágio por covid-19, mais 18 do que na última actualização. Com este aumento, 76% dos municípios do país estão agora no nível mais elevado de risco.

As estatísticas do número de novos casos por cem mil habitantes entre 13 e 26 de Janeiro mostram que o contágio ainda continua a aumentar na maior parte do território nacional: verificou-se um aumento da incidência em 228 concelhos (74%), sendo que subiram ao patamar mais alto de risco de contágio 32 – por outro lado, 14 saíram do nível extremamente elevado. Na semana passada tinha sido verificado um aumento da incidência em 252 concelhos (82%).

O concelho de Penedono, no distrito de Viseu, é agora o concelho com a maior taxa de incidência no país, assim como o que registou a maior subida desde a divulgação anterior. A taxa de incidência é de 7487 novos casos por cem mil habitantes, mais 5326 que na semana passada. Em ambas as listas Penedono está à frente de Castelo de Vide (Portalegre), com 6646 novos casos por cem mil habitantes (mais 5173).

Estes são os números mais altos registados da incidência e do seu aumento, de acordo com as actualizações da Direcção-Geral da Saúde. O número real de novos casos nos dois territórios é, no entanto, mais baixo: ambos os concelhos têm menos de três mil habitantes, pelo que as incidências desta grandeza correspondem a cerca de duas centenas de novos casos reais nos últimos 14 dias. O indicador de novos casos por cem mil habitantes a 14 dias é o método utilizado pela DGS para comparar municípios com diferentes realidades populacionais.

Na lista de concelhos com maior incidência, Penedono e Castelo de Vide são seguidos por Aguiar da Beira (Guarda), o anterior líder deste indicador, com 6363 novos casos por cem mil habitantes, Sernancelhe (Viseu) com 5801, Tábua (Coimbra) com 4029, Góis (Coimbra) com 3758, Alfândega da Fé (Bragança) com 3714, Almeida (Guarda) com 3671, São João da Pesqueira (Viseu) com 3607 e Penalva do Castelo (Viseu) com 3472.

Nos dez territórios que registaram as maiores subidas da incidência a seguir a Penedono e Castelo de Vide há outros quatro concelhos que também figuram no topo do risco de contágio: Sernancelhe, Almeida, São João da Pesqueira e Alfândega da Fé, com subidas da incidência de 2576, 2505 e 1446 e 1406, respectivamente. Pelo meio, o quinto município com a maior subida foi Castro Marim (Faro), que passou de 1170 novos casos por cem mil habitantes entre 13 e 26 de Janeiro para 2822 na actualização mais recente da DGS (mais 1652).

Em sentido contrário houve 76 concelhos com descidas da incidência a 14 dias, sendo que a diminuição só foi na casa dos milhares em 11 situações. O município de Cuba (Beja), que na semana anterior registava o segundo valor mais alto de incidência, foi o que teve a maior queda, de 6224 novos casos por cem mil habitantes para 2938 (menos 3286). Alter do Chão (Portalegre) também teve uma descida na mesma ordem de grandeza, de 4234 novos casos para 1232 (menos 3002).

Por outro lado, Mourão, o concelho com a incidência mais alta nas últimas duas semanas, teve a maior descida do indicador: passou de 3347 novos casos para 1592 (menos 1755). Esta descida foi quase quatro vezes maior que a do segundo território com a descida mais significativa da incidência: Tabuaço (Viseu) teve uma diminuição de 1442 novos casos para 978 (menos 464). De resto, para além destes dois concelhos, apenas Armamar (Viseu) viu uma redução da incidência acima dos três dígitos (menos 139).

Os territórios insulares são as únicas regiões sem concelhos com mais de 960 novos casos por cem mil habitantes, tendo visto os quatro que figuravam nesse patamar na semana passada descer a níveis menores de risco (Ribeira Grande e Vila Franca de Campo nos Açores e Porto Santo e Câmara de Lobos na Madeira).