Os Flaming Lips deram um concerto e o público assistiu dentro de bolhas

A banda de rock propõe uma revolução nos tradicionais espectáculos ao vivo, com bolhas de protecção individual. No último fim-de-semana, provaram que é possível desfrutar ao máximo de um concerto mantendo o distanciamento social.

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O grupo já tinha testado o espectáculo com bolhas no ano passado. Reuters/FLAMING LIPS/WARNER MUSIC

A banda de rock norte-americana The Flaming Lips inventou uma forma criativa de fazer espectáculos ao vivo em plena pandemia de covid-19: colocar a banda e o público em “bolhas” protectoras. O grupo fez dois concertos no último fim-de-semana, em Oklahoma, onde os membros da audiência puderam dançar ao som da música, protegidos por bolhas de plástico.

Também na banda as bolhas permitiram manter o distanciamento social.
Wayne Coyne, vocalista dos The Flaming Lips.
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Em publicações anteriores ao espectáculo, o fotógrafo e operador de câmara Nathan Poppe partilhou imagens do recinto, dizendo que existiam 100 bolhas, cada uma capaz de acolher, no máximo, três pessoas.

Os espectadores entram nas bolhas com a assitência dos funcionários do recinto.
Os espectadores entram nas bolhas com a assitência dos funcionários do recinto.
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As cápsulas estavam equipadas com um altifalante, uma ventoinha, uma garrafa de água, uma toalha e um aviso que dizia “Tenho de ir à casa de banho" e “Está calor aqui”, para ser mostrado aos funcionários do recinto, que escoltavam os festivaleiros ou enchiam a bolha de ar fresco. Os participantes tinham de usar máscara no exterior da bolha, mas podiam tirá-la lá dentro, como se vê num vídeo partilhado pelo vocalista dos The Flaming Lips, Wayne Coyne.

“Eu acho que somos bastante sortudos pelo facto de os fãs dos The Flaming Lips gostarem mais ou menos desta... aventura”, disse à BBC o vocalista, conhecido há muito tempo por surfar na audiência dentro de uma bolha. “Não é só mais um concerto... Tornas-te parte disto e é algo que nunca foi feito antes... Eles [os fãs] estão bastantes interessados por ser algo diferente”, contou.

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O grupo fez um teste ao espectáculo com bolhas em 2020, quando a pandemia global forçou a maioria dos concertos a serem cancelados ou adiados.