Para barco sem rumo não há vento favorável

Poupem-me, por favor, à história da nova variante do vírus, a que o Governo se tem agarrado como se fosse a sua bóia de salvação no meio de uma tempestade de incompetência.

Tirando o facto de não haver rumo, não haver planeamento e não haver liderança, está a correr tudo bem no combate à pandemia. Médicos e enfermeiros matam-se a trabalhar. Os professores não desertaram. E a ministra da Saúde está com ar de não dormir há dez meses. A produtividade, em Portugal, mede-se em profundidade de olheiras e em gotas de suor – e nisso somos espectaculares. Toda a gente se esforça imenso, e há quem nos diga, aliás, que não devemos criticar quem tanto se esforça. Basta que nos conformemos com a inexistência de rumo, de planeamento e de liderança.