Jorge Jesus apela a que a DGS não pare o futebol em Portugal

O treinador do Benfica acredita que “há uma segurança total em relação às equipas de futebol”.

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LUSA/Jakub Kaczmarczyk

Jorge Jesus, treinador do Benfica, considera que há segurança sanitária suficiente no futebol para que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) permita que os campeonatos não parem – ao contrário da sociedade em geral, prestes a viver um novo confinamento geral.

“O futebol tem sido um exemplo de como ajudar a combater a covid e proteger centenas e centenas de pessoas que estão numa bolha de alguma tranquilidade. E mesmo assim nem sempre dá para controlar. Por mim, o campeonato continuava sempre. Há uma segurança total em relação às equipas de futebol. Mas se a DGS decidir que tem de parar, temos de cumprir”, argumentou, nesta segunda-feira, na antevisão do jogo frente ao Estrela da Amadora, dos oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Sobre a partida, o técnico “encarnado” alertou para o valor do adversário. Mesmo sendo uma equipa do terceiro escalão, Jesus considera que há motivos para considerar o Estrela um adversário difícil.

“É uma prova em que todas as equipas ambicionam chegar à final, mesmo aquelas que não são tão favoritas, como o Estrela – que até já ganhou uma Taça. As equipas mais pequenas ficam mais fortes e jogam na expectativa de surpreender. E o Estrela já eliminou uma equipa da primeira divisão, o Farense. Isso é um sinal para nós”, detalhou.

Sobre o “onze” a apresentar, Jorge Jesus assumiu que a defesa é um sector que terá mexidas e abordou, em particular, a possibilidade de Gonçalo Ramos ser lançado no ataque. “O Gonçalo esteve com covid e só está a treinar há três dias. A condição física não é tão boa como já foi. Ainda assim, vai ser convocado e de certeza que vai jogar”.

Estrela fiel a si mesmo

Do lado contrário, Rui Santos é especialista na “arte de tombar gigantes” – eliminou o Vitória de Guimarães, pelo Sintra Football, e eliminou o Farense, já pelo Estrela, após a fusão com o anterior clube. O técnico dos amadorenses garante acreditar no sonho de deitar abaixo o Benfica.

“Eu acredito. Em futebol, tudo é possível. Os jogadores vão ter uma oportunidade única de verem quais são os seus limites”, apontou, garantindo que pouco mudou na preparação de um jogo especial: “Nós não alteramos nada. É o mesmo modelo de treino e de jogo. Fazemos tudo igual. Se há algum segredo [em ser “tomba-gigantes”] é não mexermos muito e não alterarmos muito o que está implantado na equipa”.

“Não faz sentido alterar muito para um jogo. Claro que podemos fazer adaptações em função do adversário, mas, no meu caso, até há uma dificuldade acrescida, porque no Benfica pode haver alguma rotatividade”, concluiu.