FOQUE lança Ato isolado como catarse dos dias que vivemos

FOQUE é o nome de um projecto musical criado em 2017 por Luís Leitão, nascido em Gondomar em 1994. E foi em 2017 que lançou o seu primeiro EP. Saltitando de curso em curso, acabou o de Interpretação em 2014, na Academia Contemporânea do Espectáculo, frequentando depois a Escola Superior de Teatro e Cinema. Antes de se aventurar em FOQUE, criou o projecto Baixo Soldado com o qual se apresentou em 2015 na Festa do Avante! e também na Queima das Fitas desse ano.

Chega agora o seu primeiro álbum a solo, que esta sexta-feira estará disponível nas plataformas digitais. Chama-se Ato isolado e foi antecedido por dois singles: Rapidinha, lançado no dia 1 de Dezembro de 2019, e Ausência, lançado em Junho de 2020, em plena pandemia. Segundo Luís Leitão, Rapidinha era (e é) “a dose de energia e felicidade aconselhável para todos os dias em que acordamos sem vontade de sair da cama, sem força para sorrir, ou querermos simplesmente estar alienados de tudo o que a rodeia”, enquanto Ausência nos era apresentada assim, no texto que acompanhava o seu lançamento no YouTube:

“Às vezes não temos o tempo que necessitamos, outras o dinheiro que precisamos. Raramente as duas condicionantes se encontram em harmonia. Raramente estamos estáveis. Ausência é um hino para aqueles que contam os dias e os trocos, um hino a todos os que estão a viver e sobreviver nestes tempos loucos. Fala por mim, por ti, e por todos nós. Precisamos de ser ouvidos, de ser apoiados, enquanto criadores, enquanto humanos.”

O álbum agora lançado, além dos dois singles já citados, inclui mais nove temas: A vida não é uma festa, Bate o pé, Cantiga, Farto, Feliz pós-laboral, Precário, Procrastino, Sol e sonho, Sou. Para Luís Leitão, é “uma catarse, retratando o estado da cultura nacional e o ano atípico que vivemos.”

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