David Cronenberg: “Sempre que alguém morre nos meus filmes, é como um ensaio da minha morte; experimento como é que vai ser”

Embate entre o corpo e a máquina, para uns filme pornográfico, para outros uma das apoteoses da demanda existencialista e humanista de David Cronenberg, Crash regressa às salas esta semana. Continua tão perturbante e desafiante como há vinte anos mas só hoje talvez seja possível ver nele, nos seus elementos paródicos, a súmula de uma obra. Nunca mais o cinema de Cronenberg foi tão solitário e trágico. Entrevista ao cineasta, que hoje tem 77 anos.

Foto
Larry Busacca/Getty Images

James Spader referiu o medo, Holly Hunter falou em prazer, Elia Koteas admitiu o sentimento de culpa. Isto são pedaços de memórias de Cannes, edição 1996, depois de Crash, do canadiano David Cronenberg, ter sido exibido em competição, dando origem a um daqueles momentos de espectacularização da polémica que a Croisette é exímia a criar e gerir sempre que se grita “obscenidade!”.

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