Bruno Fialho, do PDR, desiste de candidatura para “não gastar milhares de euros ao país”

O candidato garante que reuniu as assinaturas necessárias para formalizar a sua candidatura, mas optou não o fazer para poupar os cofres do Estado.

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Bruno Fialho, líder do Partido Democrático Republicano LUSA/RODRIGO ANTUNES

O líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, desistiu de concorrer às eleições presidenciais de 24 de Janeiro de 2021, devido à situação em que o país está “a lutar contra uma pandemia”. Em comunicado, o dirigente do PDR afirmou que, apesar de ter recolhido as 7500 assinaturas necessárias, recusa gastar “alguns milhares de euros no circo mediático que serão as próximas eleições”, face “às condicionantes que serão impostas” numa “altura em que os portugueses estão a lutar contra uma pandemia” e que já teve “consequências económicas e sociais” desde Março.

“Continuar com a candidatura seria deixar de poder olhar-me ao espelho para o resto da minha vida”, de acordo com uma afirmação de Bruno Fialho, citada no comunicado do partido.

Em 27 de Julho, o dirigente do PDR anunciou a intenção de se candidatar nas eleições presidenciais, apresentando-se como “candidato do centro, um centro que abrange toda e qualquer posição, desde que seja a mais correcta a ser aplicada em determinado momento”.

Bruno Fialho tem 45 anos e formou-se em Direito, tendo exercido a profissão de advogado. Actualmente, é chefe de cabina de uma companhia aérea e vice-presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

Ganhou notoriedade quando, em Agosto de 2019, foi convidado a mediar as negociações entre o SNMMP (Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas) e a ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias).

Foi eleito presidente do Partido Democrático Republicano em 18 de Janeiro de 2020, sucedendo no cargo a António Marinho e Pinto. 

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