Bis de Cristiano Ronaldo afunda ainda mais o Barcelona

O Manchester United de Bruno Fernandes perdeu em Leipzig e será relegado para a Liga Europa.

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Cristiano ronaldo festeja um dos seus golos em Camp Nou Reuters/ALBERT GEA

Até esta terça-feira, a Liga dos Campeões tinha sido a bóia de salvação de Ronald Koeman em Barcelona, mas o regresso de Cristiano Ronaldo a Camp Nou pode ter resultado no fim de linha para o holandês na Catalunha. No reencontro com Lionel Messi, o internacional português marcou na transformação de duas grandes penalidades e ajudou a Juventus a vencer pela margem (0-3) que necessitava para concluir o Grupo G no primeiro lugar. Mesmo sem se saber o desfecho do PSG-Basaksehir - os turcos abandonaram o relvado acusando o quarto árbitro de racismo -, o Manchester United de Bruno Fernandes (também marcou de penálti) está fora da Liga dos Campeões depois de perder em Leipzig.

A nível interno, a época tem sido desastrosa, com resultados sem paralelo neste século - 10.º lugar a 12 pontos do Atlético de Madrid, com quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas -, mas os cinco triunfos nas cinco primeiras jornadas da Liga dos Campeões foram dando balões de oxigénio a Koeman, que parecia ter garantida vitória no Grupo G e a vantagem de decidir a eliminatório dos oitavos-de-final no Camp Nou. Mas, mais uma vez, o Barcelona versão 2020 revelou-se uma equipa banal.

Trincão a titular

A precisar de marcar por três vezes e de ganhar por uma diferença superior a dois golos para destronarem os espanhóis do primeiro lugar, a Juventus nem precisou de fazer uma grande exibição para sair de Camp Nou com a missão cumprida. Mostrando coesão e espírito de equipa, a Juventus colocou-se a vencer logo aos 13’ (Ronaldo sofreu falta na área e marcou o penálti) e, aos 20’, aumentou a diferença: Cuadrado cruzou com precisão e Weston McKennie, à meia-volta, bateu Ter Stegen.

Com Trincão a titular - o português foi substituído ao intervalo -, o Barcelona reagiu sempre de forma tímida e na segunda parte, com mais um penálti de Ronaldo, a Juventus marcou o golo que necessitava para assegurar o primeiro lugar.

Apesar de o mediatismo da noite estar centrado no duelo Messi-Ronaldo em Barcelona, o caso que promete fazer correr muita tinta nos próximos dias aconteceu em Paris. O PSG-Basaksehir do Grupo H foi interrompido ao fim de pouco mais de dez minutos, depois de Pierre Webó, adjunto da equipa turca, ter acusado o quarto árbitro romeno de se ter usado o termo “negro” para o identificar. Mesmo com a partida suspensa – será retomada quarta-feira às 17h55 -, o PSG já tem o apuramento garantido depois de o RB Leipzig vencer o Manchester United, por 3-2.

Os alemães chegaram a ter três golos de vantagem, mas os ingleses marcaram por duas vezes nos últimos dez minutos (Bruno Fernandes e Pogba) e, na última jogada, estiveram perto do empate que colocava o United nos “oitavos”. Com a derrota, a equipa de Manchester será mais um possível adversário de Benfica e Sp. Braga na Liga Europa.

O Grupo F foi o primeiro a ficar fechado e, com a lei do mais forte a imperar, o Borussia Dortmund foi o primeiro clube a entrar no lote de possíveis adversários do FC Porto. Os alemães dependiam apenas de si para terminar no topo do grupo e não falharam.

Em São Petersburgo, Driussi ainda colocou o Zenit a vencer, mas na segunda parte o Dortmund deu a volta ao resultado com golos do polaco Piszczek e do ex-benfiquista Witsel.

Mais sofrido foi o apuramento da Lazio, que garantiu a qualificação com um empate em Roma frente ao Club Brugge (2-2). Com o 1.º lugar já entregue ao Chelsea e o 2.º ao Sevilha, no Grupo E faltava decidir quem se despedia já das provas europeias. A fava acabou por sair ao Rennes, que confirmou o mau momento que atravessa: os franceses perderam em casa com o Sevilha (1-3) e soma sete derrotas e um empate nos últimos oito jogos.

O desaire dos gauleses assegurava a passagem do Krasnodar para a Liga Europa, mas os russos foram a Londres conquistar o empate que precisavam: 1-1 contra o Chelsea.