Medina acredita que Lisboa vai poder voltar a receber participantes da Web Summit em 2021

Segundo o autarca, a edição do ano passado ajudou Lisboa “a posicionar-se como uma das capitais do mundo que mais impulsionam as startups”, através de “ideias e projectos incríveis”. Cimeira tecnológica arrancou esta quarta-feira e deverá ter “um público estimado de 100 mil” pessoas.

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Fernanda Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa FRANCISCO ROMAO PEREIRA

O presidente da Câmara de Lisboa disse esta quarta-feira que eventos impactantes como a Web Summit são necessários “mais do que nunca” e mostrou-se confiante em que no próximo ano a cidade vai voltar a receber os participantes da cimeira.

“Mais do que nunca, precisamos de eventos impactantes como este, eventos que mudam a forma como pensamos e ultrapassam os limites nestes tempos desafiantes”, afirmou Fernando Medina, falando na cerimónia de abertura da Web Summit, que este ano decorre online devido à pandemia de covid-19.

Segundo o autarca, a edição do ano passado ajudou Lisboa “a posicionar-se como uma das capitais do mundo que mais impulsionam as startups, através de “ideias e projectos incríveis”.

O presidente da câmara municipal sublinhou que, nos próximos meses, “é preciso garantir uma recuperação rápida para mitigar os impactos sociais da pandemia e da crise económica”. Para isso, é preciso “inovação e novas estratégias”, realçou, destacando que Lisboa vai continuar a trabalhar para ser uma cidade neutra em carbono no futuro, “com um sistema verde e mais sustentável, melhores transportes públicos e melhor infra-estrutura ciclável”.

A cidade vai também apostar na construção de mais espaços de fruição pública e parques verdes, salientou. Por fim, Fernando Medina disse ter a certeza de que irá receber no próximo ano todos os conferencistas, que poderão “aproveitar as diversas coisas que a cidade pode oferecer”.

Em 2018, o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa e a Connected Intelligence Limited assinaram um contrato relativo à organização do evento internacional Web Summit em Portugal no período entre 2019 e 2028.

Na altura, a cidade de Lisboa garantiu a organização da Web Summit mediante investimentos anuais de 11 milhões de euros. Deste valor, três milhões de euros são investimento municipal e oito milhões são assegurados pelo Governo.

Há uma semana, questionado sobre a diferença de encargos por parte da autarquia, uma vez que o evento se realiza online, o presidente da câmara disse que o formato virtual deste ano significará uma “redução significativa” a este nível, mas escusou-se a quantificar qual será a diminuição da despesa. “Há uma redução significativa de encargos face àquilo que foi a edição do ano anterior”, afirmou o socialista, durante a reunião pública da Câmara de Lisboa, depois de questionado pelo vereador do PSD João Pedro Costa.

Interrogado pelo vereador social-democrata sobre se não poderia apresentar “a ordem de grandeza” da redução, o presidente da Câmara de Lisboa disse não ser possível naquele momento.

A Web Summit, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas do mundo, contará este ano com “um público estimado de 100 mil” pessoas. Para o co-fundador do evento, o irlandês Paddy Cosgrave, o próximo grande desafio será trazer “100 mil pessoas a Lisboa”, o que só acontecerá “em 2022 ou 2023”.

Relativamente à polémica do pagamento de 11 milhões de euros (oito milhões pelo Governo e três milhões de euros pela câmara de Lisboa) por uma edição que é online, Paddy Cosgrave disse tratar-se de um assunto político, em que não se quer envolver.

A cimeira tecnológica teve início esta quarta-feira e decorre até 4 de Dezembro. Estão inscritos “mais de 2500 jornalistas”, segundo Cosgrave.

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