Maria Luís Albuquerque em short list para cargo europeu

Em causa está um cargo na ESMA - European Securities and Markets Authority, a autoridade reguladora dos mercados de valores imobiliários da União Europeia.

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Maria Luís Albuquerque (PSD) Paulo Pimenta

Maria Luís Albuquerque, que sucedeu a Vítor Gaspar no Ministério das Finanças do Governo de Pedro Passos Coelho está numa short list de três candidatos à liderança da European Securities and Markets Authority (ESMA), uma espécie de Comissão dos Mercados e Valores Mobiliários da União Europeia. A notícia foi avançada pelo jornal Observador nesta terça-feira.

Além da portuguesa, concorrem ao cargo na entidade reguladora dos mercados de valores mobiliários da União Europeia o italiano Carmine Di Noita, comissário da CONSOB (Comissária da Comissão Nacional para as Empresas e a Bolsa de Valores), e a alemã Verena Ross, que já ocupa o cargo de directora executiva da ESMA.

A lista dos três finalistas já foi enviada pela Autoridade Europeia de Valores Mobiliários para o Conselho da União Europeia e para o Parlamento Europeu. “Os candidatos foram seleccionados com base no mérito, competências, conhecimento dos participantes e mercados financeiros e experiência relevante em supervisão e regulamentação financeira, na sequência de um procedimento aberto de selecção”, lê-se numa nota divulgada pela ESMA. O processo de selecção teve início a 15 de Julho de 2020 e a posse do novo presidente está prevista para 1 de Abril do próximo ano.

Cabe à ESMA “avaliar riscos para investidores, mercados e estabilidade financeira; definir um conjunto de regras único para os mercados financeiros da UE; promover a convergência da supervisão; e a supervisão directa de entidades financeiras específicas”. 

Depois de deixar o Governo, a antiga secretária de Estado e ministra das Finanças do Governo de Pedro Passos Coelho, tornou-se deputada e aceitou o convite para integrar a administração da Arrow, uma empresa de gestão de dívida que estava envolvida na avaliação de activos tóxicos do Banif. A ministra negou qualquer “incompatibilidade”.