Eduardo Lourenço: esta Europa tornou-se um museu de si mesma

Como olhar para esta Europa que, de repente, nos parece irreconhecível ou, então, demasiado conhecida? Eduardo Lourenço confessa a sua perplexidade perante uma Europa que já não esperávamos ver.

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  • Esta entrevista foi publicada originalmente a 19 de Maio de 2013.

Esta entrevista tem como pretexto a última obra de Eduardo Lourenço, editada pela Gradiva, que é uma inesperada resenha de artigos escritos pelo nosso maior ensaísta antes do 25 de Abril ou nos dois anos seguintes. O tema parece estranho: Os Militares e o Poder. Há um texto final e actual sobre “o fim de todas as guerras e as guerras sem fim”. É o ponto de partida para uma longa conversa sobre esta crise que se abateu sobre nós e essa ausência de Europa que estamos a viver. Eduardo Lourenço olha com pessimismo para o nosso recanto ocidental. Sabe que, desta vez, o milagre já só nos pode vir da Europa. Mas a Europa teima em dissolver-se. Faz 90 anos no próximo dia 23 de Maio. Confessa que vive esta crise, que já ninguém esperava, como um pesadelo. Continua, entre Lisboa e Vence, à volta das perplexidades deste tempo que estamos a viver.

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