Inflação mantém-se negativa em Novembro

Taxa de variação homóloga estimada do índice de preços no consumidor foi de -0,2%. Evolução confirma que as pensões mais altas ficarão congeladas em 2021.

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LUSA/HUGO DELGADO

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido -0,2% em Novembro, valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado em Outubro, revelou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos) terá registado também uma variação de -0,2% (foi de -0,1% no mês anterior).

Segundo o INE, a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos terá sido -6,1% (-6,0% no mês anterior), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 3,9% (4,5% em Outubro).

Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de Novembro serão publicados no próximo dia 14 de Dezembro. Com base na informação já disponível, o INE estima que, relativamente ao mês anterior, o IPC terá variado -0,3% (em Outubro, a variação mensal foi 0,1% e em Novembro de 2019 tinha sido -0,1%).

Considerando os últimos doze meses, a variação média terá sido nula (valor inferior em 0,1 pontos ao registado em Outubro).

Com a inflação em terreno negativo, as pensões acima de 658,2 euros ficarão congeladas. O INE divulgou em meados do mês os dados sobre a evolução dos preços em Outubro, concluindo que a inflação média sem habitação, o indicador que serve de referência ao aumento das pensões, fixou-se em -0,03%.

Só o aumento extraordinário de 10 euros que o Governo decidiu atribuir aos pensionistas que recebem reformas até aos 658,2 euros (valor correspondente a 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais) permitirá algum ganho de poder de compra.