Supremo Tribunal da Pensilvânia impõe nova derrota a Trump

Tribunal rejeitou pedido republicano de invalidação dos votos por correspondência e de bloqueio da certificação do resultado. Biden venceu o Presidente dos EUA no estado, por mais de 80 mil votos.

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Apoiantes pró-Trump reunidos em Gettysburg (Pensilvânia) JIM LO SCALZO/EPA

O Supremo Tribunal da Pensilvânia rejeitou uma acção judicial movida pela equipa de campanha do Presidente Donald Trump, que exigia a invalidação dos votos por correspondência e pretendia bloquear a certificação dos resultados das eleições presidenciais dos Estados Unidos naquele estado – que dão a vitória a Joe Biden, por uma margem superior a 80 mil votos.

O processo judicial liderado pelo congressista republicano Mike Kelly propunha ainda que o tribunal permitisse que fosse o congresso da Pensilvânia a decidir o vencedor da eleição

A acção foi rejeitada de forma unânime pelos sete juízes da mais alta instância judicial da Pensilvânia, que a descreveram como uma “proposta extraordinária para o tribunal marginalizar 6,9 milhões de cidadãos da Pensilvânia que votaram na eleição”.

Cinco juízes apresentaram ainda uma resolução escrita que argumentava que a acção tinha sido apresentada tarde de mais: em primeiro lugar, porque os regulamentos estaduais sobre os votos por correspondência já tinham sido estabelecidos há cerca de um ano; em segundo lugar, porque a queixa foi feita várias semanas depois de milhares de eleitores terem começado a recorrer a esse método de participação eleitoral.

O desfecho deste processo acrescenta mais uma derrota à lista de desaires judiciais da campanha do Presidente Trump, que não reconhece a vitória de Biden nas presidenciais de 3 de Novembro e que denuncia uma “enorme fraude eleitoral” a favor dos democratas.

Segundo a Associated Press, esta foi a 38ª derrota dos republicanos nos tribunais, contando com outras acções movidas por todo o país.

Na sexta-feira à noite, um tribunal federal de Filadélfia já tinha rejeitado uma contestação judicial distinta aos resultados no estado da Pensilvânia, argumentando que “as acusações exigem alegações específicas e provas” e concluindo que “não existia nada nisso” no pedido em causa.

“Dizer que uma eleição foi injusta não a torna injusta”, sublinhou o juiz Stephanos Bibas.

Segundo as projecções dos media norte-americanos, Joe Biden conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral – são necessários 270 para vencer as presidenciais nos EUA – e Donald Trump ficou-se pelos 232. No voto popular, Biden lidera com mais de 6 milhões de votos sobre o chefe de Estado.