À direita, tudo é literal. À esquerda, tudo é metáfora

Sou liberal, mas não sou parvo. E por isso estou indisponível para cair nas armadilhas ideológicas que minam o país desde 1974.

São os duplos padrões, caro Rui Tavares. São os duplos padrões que lixam tudo. Rui Tavares lembrou que no passado eu chamei nomes a André Ventura; disse que a melhor solução para o país não passa por extremismos; afirmei que Jair Bolsonaro é um bocado fascista. Tudo verdade. E é então que surge a pergunta fatídica: como é possível que um liberal admita uma coligação com um partido iliberal como o Chega?