Covid-19: há 261 infectados nas prisões em Portugal, 184 são reclusos

De momento o estabelecimento prisional com mais casos activos é o de Lisboa. Reclusos têm acesso diário a máscaras e a acompanhamento clínico.

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Nuno Ferreira Santos

Há 261 pessoas infectadas com o novo coronavírus nas prisões portuguesas, segundo indica a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) em comunicado. Este valor refere-se a um universo de cerca de 20.000 pessoas entre trabalhadores, reclusos e jovens internados em Centros Educativos (estes não têm nenhum caso activo).

Maior parte dos casos activos são reclusos (184, num universo de 11.226 reclusos), apesar de já 295 dos casos positivos terem obtido alta clínica. 

Quanto aos trabalhadores, há 67 casos activos em pessoas do quadro da DGRSP e 10 casos activos entre trabalhadores externos que prestam serviços à DGRSP. Entre o conjunto destes trabalhadores já 160 pessoas recuperaram da covid-19.

A pior situação encontra-se no Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde há 24 casos activos. No entanto, “após realização de testes para critérios de alta aos reclusos positivos, foi concedida alta cínica a 76 destes reclusos por apresentarem resultados negativos”, sendo que, “é expectável o fim próximo” deste surto, indica a DGRSP no comunicado.

No Estabelecimento Prisional de Tires, já 110 das 127 reclusas infectadas tiveram alta clínica. As restantes 17 mantêm-se “confinadas e a aguardar nova avaliação para alta clínica”.

Há ainda três estabelecimentos prisionais onde a situação continua inalterada. É o caso de Izeda, em Bragança, com 10 reclusos e 11 funcionários infectados, segundo informação disponível a 21 de Novembro. Em Guimarães estão infectados 25 reclusos e um funcionário, segundo informação à mesma data. Já em Faro, o número é ligeiramente maior, com 62 reclusos e quatro trabalhadores infectados, de acordo com dados de 22 de Novembro.

A DGRSP salienta, na nota de imprensa, que os reclusos têm acesso diário a máscaras e acompanhamento clínico e que se mantêm os direitos de “recreio a céu aberto e a telefonar”. Quanto aos reclusos que testaram positivo, “é assegurada vigilância clínica 24 horas por dia”.