Reportagem
Apartamentos para vítimas fora de perigo. Não fosse isso, T. estaria na rua
Com a pandemia, recomeçar tornou-se ainda mais difícil para vítimas de violência doméstica que fogem de casa. O país conta pouco mais de duas dezenas de apartamentos adstritos à autonomização, mas há 166 autarquias que se comprometeram a ajudar na habitação e algumas têm bolsas solidárias.
Foto
T. mostra os dentes. O ex-namorado partiu-lhos com os punhos. Encostou-lhe uma faca de cozinha ao pescoço. E ela fugiu, deixando o filho, a casa, o emprego. Ainda não recuperou o controlo da sua vida. Está num apartamento de autonomização para vítimas de violência doméstica. Não fosse a existência desta resposta, a pandemia de covid-19 tinha-a atirado à rua.
Pense bem, pense Público
O jornalismo livre, plural e independente precisa do seu apoio e do sem empenho cívico. Assine o PÚBLICO e tenha acesso ilimitado a todas as nossas notícias, opiniões, reportagens ou entrevistas. Não prescinda da sua cidadania plena e do seu direito de ser informado. Não deixe que as grandes questões em aberto na sociedade portuguesa lhe passem ao lado..
Junte-se a nós.