Real Madrid escorrega e anima os rivais para o clássico da noite

A equipa de Zinedine Zidane empatou na visita ao terreno do Villarreal (1-1), um resultado que a mantém no quarto lugar da Liga espanhola e anima Atlético de Madrid e Barcelona.

Gaspar e Kroos em duelo neste sábado
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Gaspar e Kroos em duelo neste sábado LUSA/Domenech Castelló

Com um Atlético de Madrid-Barcelona neste sábado, às 20h, o Real Madrid tinha, nesta tarde, a missão de pressionar os principais rivais, podendo, em caso de triunfo, assistir ao clássico da noite com relativa tranquilidade. Mas falhou.

A equipa de Zinedine Zidane empatou na visita ao terreno do Villarreal (1-1), um resultado que mantém o Real no quarto lugar da Liga espanhola e anima Atlético e Barcelona: o vizinho de Madrid vai entrar em campo a poder deixar o Real a três pontos, enquanto o Barcelona, a seis pontos do Real, entrará no Wanda Metropolitano com o ânimo de reduzir a diferença para os rivais da capital.

Neste contexto, frente a um Villarreal até então bastante capaz no campeonato (segundo classificado), o Real, que foi a jogo sem o “patrão” Sergio Ramos, teve o melhor bálsamo possível: entrar praticamente a ganhar. Antes que a ansiedade de ter de vencer se apoderasse da equipa de Zidane, Mariano Díaz – que substituiu o lesionado Benzema – recebeu um cruzamento de Carvajal e cabeceou na zona da marca de penálti.

Este foi um lance controverso, já que, no início da jogada, o árbitro assistente levantou a bandeirola para assinalar fora-de-jogo, baixando-a de imediato, ao perceber que estaria a cometer um erro. Este movimento do juiz de linha acabou por induzir em erro os jogadores do Villarreal, que, apesar de não terem desistido da jogada, tiveram uma clara quebra no movimento.

O restante jogo foi muito equilibrado, mas disputado “sem balizas”: descontando o golo de Mariano, foram zero tiros certeiros durante mais de 75 minutos, algo possivelmente relacionado com a ausência de Benzema e Paco Alcácer, os principais goleadores das equipas.

Mas foi por esta altura que Courtois saiu aos pés do recém-entrado Chukwueze, lançado em profundidade, e derrubou o atacante. O árbitro não teve dúvidas, assinalou pontapé de penálti e Gerard Moreno converteu o pontapé em golo, batendo rasteiro, para o lado direito do guardião belga. Foi o quinto golo de Moreno – apenas Oyarzabal surge acima, com seis.

Num jogo até interessante de seguir, com alguns lances perto das áreas, o desacerto na hora de criar real perigo tornou o empate inevitável. E justo.

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