Sonae Capital saiu de bolsa esta sexta-feira

Efanor vai comprar as acções detidas pelos restantes accionistas a 0,77 euros, o mesmo preço da OPA.

Foto
Paulo Azevedo, presidente da Efanor, sociedade que controla vários negócios LUSA/JOSE COELHO

Está concretizado o projecto de retirar a Sonae Capital de bolsa. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aprovou esta sexta-feira, e com efeitos imediatos, o pedido de perda da qualidade de sociedade aberta da sociedade, apresentado pela Efanor.

O pedido feito pela holding da família Azevedo, que controla a maioria do capital da Sonae SGPS (proprietária do PÚBLICO), surge depois da oferta pública de aquisição (OPA) lançada recentemente sobre a Sonae Capital, na sequência da qual superou os 90% dos direitos de voto na sociedade.

Com a deliberação da CMVM, “a Efanor obrigou-se a adquirir as acções detidas pelos restantes accionistas da Sonae Capital, pelo prazo não inferior a três meses a contar da presente publicação e ao preço unitário de 0,77 euros por acção”, avança o regulador do mercado em comunicado. O preço é idêntico à contrapartida oferecida na OPA.

A decisão da CMVM “implica a imediata exclusão da negociação em mercado regulamentado das acções da sociedade e dos valores mobiliários que dão direito à sua subscrição ou aquisição, ficando vedada a sua readmissão pelo prazo de um ano”, lê-se no comunicado.

Para além da OPA sobre a Sonae Capital, holding que gere os negócios de fitness, hotelaria, energia, imobiliário e engenharia industrial do grupo, a Efanor também lançou uma operação semelhante sobre a Sonae Indústria. Nesta última empresa, as acções adquiridas na OPA permitiram um reforço de participação para 86,3% do capital social, mas abaixo dos limites exigidos para tirar a empresa de bolsa, como era objectivo da holding liderada por Paulo Azevedo.