Covid-19. Portugal com o dia mais mortal da pandemia. Morreram 82 pessoas e há 4935 novos casos

Portugal voltou a ultrapassar o máximo diário de vítimas mortais. Casos crescem em relação aos dias anteriores e número de hospitalizações e de internamento em cuidados intensivos também — e atinge um novo pico. Norte regista 57% dos novos casos e maioria das mortes.

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Portugal registou 82 mortes e 4935 novos casos Tiago Petinga/Lusa

Portugal teve o dia mais mortal da pandemia, ao registar o número mais elevado de mortes devido à covid-19 desde Março, algo que já tinha acontecido por diversas vezes durante as duas últimas semanas. De acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que foram divulgados esta quarta-feira, mas que dizem respeito ao dia completo de terça, a covid-19 causou 82 mortes em 24 horas. O número máximo anterior tinha sido reportado esta segunda-feira, 9 de Novembro, altura em que foram contabilizadas 63 mortes. Antes disso, a 4 de Novembro, tinham sido registadas 59 mortes em 24 horas.

Mais de metade das 82 mortes registadas neste boletim são referentes à região Norte (44 vítimas mortais). Em Lisboa e Vale do Tejo contabilizam-se mais 19 mortes e na região Centro morreram 17 pessoas. Há ainda a registar duas vítimas mortais no Alentejo. E, olhando para a faixa etária, percebemos que grande parte destas mortes ocorrem em pessoas com idades acima dos 80 anos (65 vítimas mortais) e entre os 70 e os 79 anos (15 vítimas mortais). Foram registadas mais duas mortes: uma de uma mulher entre os 60 e os 69 anos e outra de um homem entre os 50 e os 59 anos.

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas, 1513 são mulheres e 1590 homens — e, no que diz respeito às infecções, 87.025 são homens e 105.147 mulheres.​ Das 3103 pessoas que morreram até à data com covid-19 em Portugal, 2705 tinham acima de 70 anos, o que corresponde a cerca de 87%.

Número de casos volta a aumentar

Do boletim desta quarta-feira constam também 4935 novos casos de covid-19, um aumento em relação aos 3817 registados esta terça-feira e aos 4096 de segunda-feira. No total, desde Março, 192.172 pessoas já ficaram infectadas com o vírus SARS-Cov-2. Pelo menos 89.107 pessoas estão a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde, menos 956 do que na última actualização.

Os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelam também que há mais 3475 casos recuperados, num total de 110.353 casos de recuperação desde o início da pandemia. Ao todo, há 78.716 casos activos.

Existem agora 2785 doentes internados (mais 43 do que na última actualização) — 391 destes estão em unidades de cuidados intensivos (mais nove). Com estes valores, Portugal volta a registar um novo máximo de hospitalizados, algo que já tinha acontecido nos dias anteriores. Este é outro dos factores que têm vindo a aumentar quase consecutivamente durante os últimos meses e que já ultrapassou os valores da primeira vaga da pandemia. O máximo de pessoas internadas durante a primeira onda da doença foi registado a 16 de Abril, quando existiam 1302 internamentos. E o máximo de doentes internados em unidades cuidados intensivos (UCI) foi contabilizado antes, a 7 de Abril, quando estavam 271 portugueses nas UCI.

Cerca de 57% dos casos registados no Norte

Tal como o indicador das vítimas mortais, também os novos casos reportados dizem respeito a duas regiões do país: foram registados 2845 novos casos no Norte (57,6%) e 1185 em Lisboa e Vale do Tejo (24%).

Olhando para a distribuição dos casos por região, o Norte voltou a ter o maior número de casos acumulados: 94.057 e 1414 mortes — é a região com o maior número de vítimas mortais e com mais casos. Lisboa e Vale do Tejo é a segunda: são 71.936 os registos de infecção e 1181 mortes por covid-19.

Já o Centro tem 17.759 infecções (743 nas últimas 24 horas) e 389 mortes (mais 17). O Alentejo totaliza 3685 casos (44 novos) e 71 mortes (mais duas). No Algarve há 3638 casos de infecção (mais 80) e 31 óbitos. A Madeira registou 584 casos de infecção (17 novos) e duas mortes desde o início da pandemia. Já os Açores registam 513 casos (mais 21) e 15 mortes desde o início da pandemia.