Optimismo sobre vacina anti-covid eleva ganhos nas bolsas

Nas praças europeias, o fecho foi de valorização na primeira sessão após a admissão de vitória por Joe Biden e no dia em que Pfizer anunciou uma eventual eficácia de 90% da sua vacina experimental contra a covid-19

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Madrid ganhou hoje 8,57%, o que já não se via há uma década LUSA/ALTEA TEJIDO

O PSI-20, o principal índice português registou hoje uma subida de 4,5%, para 4.222,68 pontos, impulsionado por fortes ganhos do banco BCP (mais 18,92%, para 0,09 euros) e da petrolífera Galp (mais 17,40%, para 8,26 euros).

Na primeira sessão depois do anúncio que o democrata Joe Biden foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais, os mercados receberam o anúncio da farmacêutica norte-americana Pfizer, de que os testes realizados com a vacina que está produzir com a alemã BioNTech têm revelado uma eficácia de 90% contra a covid-19.

O sentimento de que uma vacina poderá estar para breve, travando maiores impactos da pandemia  e possibilitando o início de uma recuperação económica, fez a Europa registar valorizações de 8,57% em Madrid (a maior de uma década, segundo o El País), de 7,57% em Paris, de 5,43% em Milão, de 4,94% em Frankfurt e de 4,67% em Londres. O pan-europeu STOXX 600 avançou 4,03%.

Em Wall Street, este pode seu um dia de novos recordes, depois do S&P 500 e o Dow Jones já terem atingidos novos máximos na negociação intradiária, com os títulos do sector de aviação, aeronáutica e turismo a atingir valorizações acima dos 10%

Já o tecnológico Nasdaq estava a subir também, mas de forma menos acentuada, já que parte das acções associadas ao confinamento, como a Netflix, a Amazon e a Zoom vídeo a registarem perdas.

Nas matérias-primas, o petróleo disparou quase 10% com a previsão de maior consumo industrial e doméstico. Os futuros de Brent (referência para a economia portuguesa) ganhavam 8,47%, para 42,79 dólares por barril, e o crude do Texas valorizava 9,46%, para 40,72 dólares.