Fotogaleria

Cruzeiro Seixas em 25 obras

A Fundação Cupertino de Miranda, que alberga o Centro Português do Surrealismo, e todo o acervo de Cruzeiro Seixas, lamenta que o artista tenha morrido sem “poder ver em vida” aquela que era a “exposição que representava a concretização de um sonho”, uma mostra individual com 80 obras, documentos e tapeçaria.

"O seu olhar já não se dirige para a terra, mas tem os pés assentes nela", 1953, Casco de pacaça, colagem de papel, guache, madeira e objecto do mar. Doação Cruzeiro Seixas, Coleção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Fotogaleria
"O seu olhar já não se dirige para a terra, mas tem os pés assentes nela", 1953, Casco de pacaça, colagem de papel, guache, madeira e objecto do mar. Doação Cruzeiro Seixas, Coleção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda

O artista plástico e poeta Artur do Cruzeiro Seixas, que morreu este domingo com 99 anos, em Lisboa, vai estar representado no próximo ano em exposições em Nova Iorque e em Paris. A Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, que alberga o Centro Português do Surrealismo, e todo o acervo de Cruzeiro Seixas, lamenta que o artista tenha morrido sem “poder ver em vida” aquela que era a “exposição que representava a concretização de um sonho”, uma mostra individual com 80 obras, documentos e tapeçaria, como disse à Lusa a directora, Marlene Oliveira.

 

Esta exposição, intitulada Cruzeiro Seixas – Teima em ser poesia, foi preparada no âmbito das comemorações do centenário de Cruzeiro Seixas e esteve para ser inaugurada no dia 5 de Maio, dia Mundial da Língua Portuguesa, na sede da UNESCO, em Paris, entretanto adiada devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, inicialmente para o próximo dia 3 de Dezembro — data de aniversário de um dos protagonistas mais importantes do movimento surrealista em Portugal —, e depois novamente para 5 de Maio, de 2021.

Marlene Oliveira adiantou que o artista vai estar também representado no Metropolitan Museum of Art (Met), em Nova Iorque, através de uma sua “obra de referência”, emprestada pela fundação, no âmbito de uma grande exposição sobre o surrealismo internacional — “Global Surrealism” —, com inauguração prevista para 4 de Outubro de 2021.

Um curador da exposição esteve na Fundação Cupertino de Miranda, para escolher uma peça para representar o surrealismo português, e de todo o seu acervo seleccionou um objecto de Cruzeiro Seixas, uma obra de 1953, intitulada O seu olhar já não se dirige para a terra, mas tem os pés assentes nela, realizada durante o período em que o artista plástico esteve em África. Esta peça seguirá depois para a Tate Modern, em Londres, a 25 de Fevereiro de 2022.

Segundo a directora da fundação, irá ainda sair este ano no jornal PÚBLICO uma edição ilustrada por Cruzeiro Seixas do livro Eu falo em Chamas. "Vamos ter algumas exposições com alguns parceiros e vamos terminar as comemorações na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Setembro de 2021, com uma exposição individual”, acrescentou.

A Fundação Cupertino de Miranda detém, desde 1999, toda a colecção de Cruzeiro de Seixas, doada pelo próprio artista, que inclui mais de 400 obras, bem como toda a sua biblioteca e o seu arquivo, fotografias e correspondência, disse Marlene Oliveira.

A obra de Cruzeiro Seixas está representada em colecções como as do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Cupertino de Miranda.

Actualmente, entre as iniciativas em curso para assinalar o centenário de nascimento do artista e poeta, estão patentes exposições na Biblioteca Nacional de Portugal e na Perve Galeria, em Lisboa (até Dezembro), e a edição da obra poética de Cruzeiro Seixas, iniciada em Junho, estender-se-á até 2021.

"O quotidiano", 1954. Chávena intervencionada. Doação Cruzeiro Seixas, Coleção Fundação Cupertino de Miranda
"O quotidiano", 1954. Chávena intervencionada. Doação Cruzeiro Seixas, Coleção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"Personagens duma história de amor", 1960, Chave, colagem, esferográfica, guache, osso e porta-chaves sobre cartolina.  Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda
"Personagens duma história de amor", 1960, Chave, colagem, esferográfica, guache, osso e porta-chaves sobre cartolina. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"Um anjo das minhas relações", 1967, Barro, colagem e dentes sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas, Colecção Fundação Cupertino de Miranda
"Um anjo das minhas relações", 1967, Barro, colagem e dentes sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas, Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Sem título, sem data, Vela, faca e castiçal. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda
Sem título, sem data, Vela, faca e castiçal. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"No dia seguinte ao nosso casamento", 1967, Guache e tinta da China sobre fotografia colada sobre cartão. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda
"No dia seguinte ao nosso casamento", 1967, Guache e tinta da China sobre fotografia colada sobre cartão. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"Navegantes especiais (colaboração de Courbet)", 1975, Óleo sobre impressão montada sobre tela. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda
"Navegantes especiais (colaboração de Courbet)", 1975, Óleo sobre impressão montada sobre tela. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"J'ai une fleur", 1955, Fragmento de barro e têmpera sobre platex. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda
"J'ai une fleur", 1955, Fragmento de barro e têmpera sobre platex. Doação Cruzeiro Seixas, colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Sem título, 1958. Óleo sobre platex. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
Sem título, 1958. Óleo sobre platex. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"O Poeta", sem data. Guache sobre papel. Ex-colecção Mário Cesariny. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
"O Poeta", sem data. Guache sobre papel. Ex-colecção Mário Cesariny. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Cenário para a Companhia de Bailado da Gulbenkian, 1971. Guache sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas, Colecção Fundação Cupertino de Miranda
Cenário para a Companhia de Bailado da Gulbenkian, 1971. Guache sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas, Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"Os convidados recordam Gilles de Rais", 1970. Têmpera sobre papel montado sobre plátex. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
"Os convidados recordam Gilles de Rais", 1970. Têmpera sobre papel montado sobre plátex. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Sem título, 2001. Grafite, guache e tinta da China sobre papel. Ex-colecção Cruzeiro Seixas, Colecção Fundação Cupertino de Miranda
Sem título, 2001. Grafite, guache e tinta da China sobre papel. Ex-colecção Cruzeiro Seixas, Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"O mar português", 1952, Gaiola em madeira e búzio. Doação Cruzeiro Seixas, coleção Fundação Cupertino de Miranda
"O mar português", 1952, Gaiola em madeira e búzio. Doação Cruzeiro Seixas, coleção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"A grande refeição", 1972. Tinta da China sobre papel. Doacção Cruzeiro Seixas. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
"A grande refeição", 1972. Tinta da China sobre papel. Doacção Cruzeiro Seixas. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Auto-retrato, 1975. Colagem e tinta da China sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
Auto-retrato, 1975. Colagem e tinta da China sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Diário Não Diário 3. Técnica mista. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
Diário Não Diário 3. Técnica mista. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
Diário Não Diário 14. Técnica mista. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
Diário Não Diário 14. Técnica mista. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"Da multiplicidade do vácuo", 1976, Têmpera sobre papel colado sobre tela. Doação Cruzeiro Seixas, coleção Fundação Cupertino de Miranda
"Da multiplicidade do vácuo", 1976, Têmpera sobre papel colado sobre tela. Doação Cruzeiro Seixas, coleção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"Ruínas da cidade futura - Homenagem a Mário de Sá Carneiro", 1987. Tinta da China sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas. Colecção Fundação Cupertino de Miranda
"Ruínas da cidade futura - Homenagem a Mário de Sá Carneiro", 1987. Tinta da China sobre papel. Doação Cruzeiro Seixas. Colecção Fundação Cupertino de Miranda Cortesia Fundação Cupertino de Miranda
"O Rapto ou o tão amável intruso", 1972. Óleo sobre platex e papel. Colecção Moderna/ Fundação Calouste Gulbenkian
"O Rapto ou o tão amável intruso", 1972. Óleo sobre platex e papel. Colecção Moderna/ Fundação Calouste Gulbenkian
Sem título, 1944. Grafite em papel. Colecção Moderna/ Fundação Calouste Gulbenkian
Sem título, 1944. Grafite em papel. Colecção Moderna/ Fundação Calouste Gulbenkian
"L’oppresseur", 1951. Madeira, obus de canhão, torneira, pena de chapéu, colagem, tinta acrílica. Colecção Moderna/Fundação Calouste Gulbekian
"L’oppresseur", 1951. Madeira, obus de canhão, torneira, pena de chapéu, colagem, tinta acrílica. Colecção Moderna/Fundação Calouste Gulbekian
"O 3º combate", 1968. Tinta da China, guache e colagem sobre papel. Colecção Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian
"O 3º combate", 1968. Tinta da China, guache e colagem sobre papel. Colecção Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian
"Homenagem à realidade", 1972. Tinta da China em papel couché. Coleção Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian
"Homenagem à realidade", 1972. Tinta da China em papel couché. Coleção Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian
Sugerir correcção