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O breaking trocado por miúdos nos bairros do Porto

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Em cima de um tapete estendido no piso do ringue do bairro do Lagarteiro, Igor Sérgio, nove anos de idade, arrisca, sem medo dos olhares dos curiosos, aplicar os movimentos de breaking que aprendeu nos últimos meses com a orientação de profissionais desta arte de dança urbana. Mergulha no piso, rodopia e termina os passos de pés fixos no chão, de braços cruzados, em pose e com atitude confiante.

Até há uns meses não sabia sequer existir esta forma de expressão parte do vasto leque cultural do hip hop. Depois da chegada de bboys bgirls (executantes do breaking) ao sítio onde vive passou a sonhar alto. Do desconhecimento total abraçou a possibilidade de um dia querer ser parte da família hip hop.

Ainda não tem um grupo, ou crew em gíria do movimento, mas tem o necessário para poder insistir na ideia de reunir o seu núcleo à medida que for crescendo - Igor é persistente e não se deixa quebrar pelo erro. Falta-lhe ainda o virtuosismo e a precisão (normal para quem está a começar), mas tem a vontade necessária para atingir os objectivos.

Mais fácil do que noutros tempos parece existir agora para uma nova geração um caminho menos sinuoso e descomplexado na forma de aceder a realidades fora de um circuito de massas. Neste caso em particular, o breaking, filiado do termo mais lato break dance, que abrange outras culturas fora do hip hop, foi ter com Igor ao bairro onde vive e a outros bairros do Porto. A facilitar esse acesso está o Desporto no Bairro, programa camarário que decorre até Dezembro, orientado nesta fase em parceria com quem mais sabe da arte - os bboys bgirls que ao longo de quase 25 anos fizeram esta dança sair do submundo até chegar às Olimpíadas. 

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