YouTube, Twitter e Facebook removem vídeo de Steve Bannon a sugerir “decapitação” de Anthony Fauci

O vídeo, transmitido em directo através do Facebook, permaneceu online durante mais de dez horas e foi visto 200 mil vezes antes de ser apagado.

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A conta do podcast War Room Pandemic está permanentemente suspendida do Twitter Reuters/ANDREW KELLY

Steve Bannon, antigo conselheiro e director da campanha eleitoral de 2016 Donald Trump, viu várias das suas publicações apagadas do Twitter, Facebook e YouTube nas últimas 24 horas depois de propor a decapitação do director do FBI Christopher Wray e de Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA.

O ataque feito durante o podcast War Room Pandemic foi transmitido em directo nas redes sociais: as cabeças dos peritos, sugeriu Bannon, deviam ser dispostas em espetos à porta da Casa Branca como “um aviso a burocratas federais”.

A conta do podcast no Twitter está “permanentemente suspendida” por violar a política da plataforma que proíbe a glorificação da violência, mas o vídeo em directo, transmitido através do Facebook, permaneceu online durante mais de dez horas e foi visto 200 mil vezes antes de ser apagado. Questionado pelo PÚBLICO, a equipa da rede social apenas nota que desde então já apagou vários vídeos do antigo conselheiro por violarem “a política [do Facebook] contra violência e promoção da violência”.

O YouTube não apagou a conta oficial de Bannon, mas removeu o vídeo a apelar à decapitação de Fauci. “Nós removemos o vídeo do YouTube por violar nossa política de assédio, especificamente ao fazer ameaças violentas contra um indivíduo”, explicou ao PÚBLICO Alex Joseph, porta-voz do YouTube. Esta remoção conta como um “strike” (espécie de aviso) contra a conta — com outras duas, será permanentemente removida. 

Em Agosto, Steve Bannon foi detido em Nova Iorque, sob suspeita de desvio de fundos de doadores da iniciativa “Construímos o muro” – o muro que o Presidente Trump prometeu construir na fronteira com o México para travar a imigração ilegal. Foi libertado pouco depois, após pagar parte da fiança no valor de cinco milhões de dólares.

As mais recentes afirmações de Steve Bannon chegam numa altura em que os Estados Unidos estão a contar os votos que vão decidir o futuro presidente do país e as plataformas online tentam garantir que as plataformas não são inundadas por ódio e desinformação.