Pequeno museu de uma mulher portuguesa

Com inspiração em escritos de Maria Judite de Carvalho e Irene Lisboa, a vida de uma mulher imaginária na Lisboa de meados do século passado.

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O refúgio poético sobre o ensaio sociológico: Donzela Guerreira
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Curiosa mistura de ficção e documento, Donzela Guerreira evoca, com inspiração em escritos de Maria Judite de Carvalho e Irene Lisboa, a vida de uma mulher imaginária (mas, digamos, exemplar) na Lisboa de meados do século passado. Curtas cenas ficcionais com actrizes (salvé Joana Bárcia, que tão rara se tem feito em cinema), quase sempre diálogos ou monólogos, articulam-se com a presença de uma narração em off que por vezes se sente como excessiva, ou demasiado ostensiva (embora em coerência com a pretendida sustentação literária da estrutura do filme), e no aspecto mais imaginativo, com uma vasta colecção de documentos, fotográficos, fílmicos, sonoros, memorabilia diversa, integrados pela montagem de forma que assume plenamente o seu carácter documental – levando Donzela Guerreira para territórios na vizinhança do “filme-arquivo”.

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