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Public Devices for Therapy, de Soraia Gomes Teixeira, que convida a que encostemos as costas ("arka", em turco) na peça Kayhan Kaygusuz
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Mush Rooms, uma peça de Bureau (Daniel Zamarbide) com o chef Walter El Nagar e Filipe Felizardo, apoiada pela Fundação EDP e pelo MAAT DR
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As Above, so Below, de Mariana Sanchez Salvador e Rain Wu DR

Como se faz uma bienal de design numa megacidade em plena pandemia

A 5.ª Bienal de Design de Istambul está em curso na quarta maior cidade do mundo e no contexto mais desafiante. Tornou-se mais longa, mais ecológica e mais digital — e a maioria dos autores são mulheres. Empatia (e muita comida) juntam-se sob a batuta da curadora portuguesa Mariana Pestana.

Como se desenha, e depois se faz, uma bienal de design em plena pandemia? A arquitecta Mariana Pestana é a primeira portuguesa curadora da Bienal de Design de Istambul e a 5.ª edição, a sua, decorre desde Outubro em pleno ano da praga de 2020. Ia ter seis semanas, terá seis meses. Já ia levar a uma conversa que mete microorganismos, fermentações e a empatia como tema numa altura em que os alertas para a crise climática esbarram na imunidade, na dormência. Agora também falamos de vírus, de segurança. A empatia já era o tema, com a covid-19 “tornou-se mais urgente”, diz Mariana Pestana ao PÚBLICO. O que consegue uma bienal em plena pandemia? Pensar um conceito de design expandido, com germinados, programas de culinária crítica e, a pairar sobre tudo isso, “a ideia de um design interespécies”, identifica a curadora. E lá pelo meio, uma proposta de cura afectiva e uma conquista pelo estômago.