Novas medidas não devem passar por confinamento, mas sim por “limitações à circulação”

Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do PS, avançou esta quinta-feira à TSF que as novas medidas que serão avaliadas no sábado terão como objectivo manter, dentro do que é possível, “a normalidade da vida”.

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Rui Gaudencio

Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do Partido Socialista, avançou esta quinta-feira no programa Circulatura do Quadrado, da rádio TSF, que as possíveis medidas que serão discutidas no sábado no Conselho de Ministros extraordinário não passarão por um confinamento geral como o de Março, mas sim por uma “limitação à circulação” das pessoas para evitar ajuntamento.

O Conselho de Ministros extraordinário de sábado vai avaliar a necessidade de adopção de novas medidas para prevenir e travar a contaminação da população pela pandemia de covid-19. Esta sexta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, recebe em audiência os partidos para os ouvir sobre a situação pandémica. 

A avaliação de medidas mais apertadas surge depois de o crescimento da pandemia ter atingido um nível elevado com uma média de novos casos diários superior a dois mil e quando, nos últimos 14 dias, Portugal ultrapassou o limiar de 300 novos casos por cem mil habitantes (também já está acima dos cem mil contágios no total acumulado desde Março).

“Não é um confinamento como tivemos e experimentamos em Março, é uma limitação à circulação das pessoas para que não haja tanto aglomerado. É uma tentativa de que as pessoas que possam fiquem a trabalhar em casa a partir do teletrabalho, que se vá às escolas e que se mantenha dentro do que é possível a normalidade da vida, mas com horários muito reduzidos e com situações muito reduzidas. Estando nós em estado de calamidade para todo o país, tendo a imaginar que no próximo sábado sejam tomadas algumas medidas desta natureza, para os concelhos onde a situação está pior”, disse Ana Catarina Mendes no programa da TSF, avançando também que, para já, não antecipa um novo confinamento.

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