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Sp. Braga com vitória relâmpago na Liga Europa

Formação portuguesa venceu pela primeira vez em deslocações à Ucrânia e lidera o grupo G, com seis pontos em dois jogos, a par do Leicester.

Gaitán estreou-se com um golo no Sp. Braga
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Gaitán estreou-se com um golo no Sp. Braga LUSA/STANYSLAV VEDMID

O Sp. Braga venceu (1-2) esta quinta-feira os ucranianos do Zorya, em partida da segunda jornada da fase de grupos da Liga Europa, liderando o grupo G, com seis pontos, a par dos ingleses do Leicester, que também venceram (1-2) o AEK, na Grécia.

Uma entrada relâmpago, com dois golos em apenas 11 minutos, deu ao jogo da formação portuguesa uma dimensão que o Zorya não foi capaz de contrariar.

Paulinho (4'), com um remate de primeira a concluir um cruzamento de Esgaio, e Nico Gaitán (11'), num remate indefensável, após transição conduzida por Raúl Silva, revelaram uma tremenda eficácia, com dois excelentes golos nos dois primeiros remates dos minhotos.

O avançado português obteve o 11.º golo com a camisola do Sp. Braga, em contexto europeu, destacando-se como o máximo goleador da equipa nas provas da UEFA, a par de Ricardo Horta e Alan.

Nos antípodas da qualidade de finalização bracarense, o Zorya acabou por ser vítima da própria falta de capacidade para concretizar uma boa mão cheia de ocasiões. Apesar de ter de contornar uma linha defensiva de cinco homens e um meio-campo de quatro unidades, a formação ucraniana chegava com facilidade a zonas de finalização, falhando precisamente onde o Sp. Braga apresentara argumentos infalíveis.

Na baliza da equipa portuguesa estava um Matheus intransponível, a compensar alguma permeabilidade, possivelmente fruto de uma conjuntura que criou a ilusão de um jogo praticamente decidido.

O Sp. Braga acomodava-se numa gestão feliz, já que recolheu aos balneários sem qualquer golo sofrido, permitindo-se assim continuar a alimentar um jogo de expectativa, à espera de novo erro ucraniano, que resultaria fatal para o adversário.

Postura que se compreende face ao ciclo que espera a equipa de Carlos Carvalhal, com o técnico a deixar Galeno e Sequeira de fora deste encontro, apostando num sistema que surpreendeu os ucranianos.

A segunda parte não introduziu diferenças significativas à dinâmica do encontro, que teve sempre um Zorya inconformado, a bater contra uma parede erguida por Matheus, sem que o Sp. Braga sistematizasse novos caminhos para o terceiro golo, capaz de colocar um ponto final na discussão.

Ainda assim, o Sp. Braga poderia ter ampliado o resultado à entrada dos últimos dez minutos, com Schettine a ameaçar um par de vezes: na primeira viu o defesa ucraniano cortar a bola com o braço, num penálti que escapou ao árbitro georgiano; a segunda, flagrante, deixou o brasileiro na cara do guarda-redes, com tempo e espaço para dar melhor seguimento à jogada de insistência de Francisco Moura.

Já à espera do apito final, o Sp. Braga sofreu um golo que acabou com a inviolabilidade da equipa na Europa, da autoria Ivanisenia​. O Zorya conseguiu, no último remate (90+6') o que não foi capaz de fazer em tempo útil para tentar evitar a derrota. 

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