Benfica e Sp. Braga podem deixar a Liga Europa já bem encaminhada

Vencendo o Standard Liège e o Zorya, Benfica e Sp. Braga ficam em boa posição nos grupos D e G, podendo encarar o resto da fase de grupos com relativa tranquilidade.

Pizzi, Chiquinho e Cervi, ausentes do "onze" no último jogo do Benfica, poderão regressar às escolhas na Liga Europa
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Pizzi, Chiquinho e Cervi, ausentes do "onze" no último jogo do Benfica, poderão regressar às escolhas na Liga Europa LUSA/Jakub Kaczmarczyk
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Jogadores do Sp. Braga celebram frente ao AEK LUSA/HUGO DELGADO

Benfica-Standard Liège, no Estádio da Luz (20h, SIC), e Zorya-Sp. Braga, na Ucrânia (17h55, SPTV 1). Se a lógica imperar, como imperou na primeira jornada, Benfica e Sp. Braga podem dormir a próxima noite com as contas da Liga Europa já bem encaminhadas.

As equipas mais fortes do grupo D, Benfica e Rangers, podem terminar a ronda com seis pontos, deixando Lech e Standard agarrados a uns redondos zero pontos. Cenário semelhante existe no grupo G, com Sp. Braga e Leicester a poderem deixar AEK e Zorya seis pontos atrás.

E este feito, numa fase em que o recheado calendário de jogos pede gestão física, será uma grande notícia para Jorge Jesus e Carlos Carvalhal, que poderão encarar o que resta da Liga Europa com relativa tranquilidade.

Benfica em poupança

Apesar de um triunfo poder dar ao Benfica uma folga interessante, antes dos duelos frente ao Rangers, este é, porém, um jogo com contornos ideais para algumas poupanças, sobretudo pela teórica menos-valia do adversário.

À cabeça, o Standard viajou para Lisboa com uma autêntica debandada no plantel. Dois lesionados e sete jogadores infectados com covid-19 deixam a formação refém de nove atletas. Mas há mais.

Além de estar muito limitada nas escolhas, a equipa belga não deixou boas indicações no primeiro jogo nesta fase de grupos da Liga Europa (derrota caseira frente ao Rangers, por 0-2). Entre as 48 equipas em prova, o Standard foi, a par do Sparta de Praga, a que menos remates fez (apenas quatro) e foi também a que menos vezes acertou na baliza – nada mais, nada menos do que zero vezes.

Esta falta de capacidade ofensiva traduz-se ainda noutros dados claros: foi a sexta equipa com menos “key passes” (solicitações que deixam jogadores em posições para criar perigo) e foi a terceira com mais passes longos feitos, evidenciando incapacidade de encontrar soluções ofensivas, mas também um perfil muito conservador na disposição em campo.

Possivelmente ciente destes dados, Jorge Jesus, treinador do Benfica, assumiu que fará poupanças na equipa “encarnada”, dando minutos de jogo a atletas menos utilizados.

“Se tudo correr dentro da normalidade, é natural que faça algumas mudanças na equipa. Vou lançar o Gabriel e outros jogadores que penso que estão mais frescos, que não têm jogado tanto e que estão à procura do seu espaço. Estou seguro de que posso fazer essas mudanças e a equipa não ter oscilação de rendimento”, avançou, na antevisão de uma partida que voltará a ter público nas bancadas.

Diogo Gonçalves, Chiquinho, Cervi, Ferro, Samaris ou mesmo o recém-promovido Gonçalo Ramos são alguns dos jogadores que se enquadram no lote de atletas que, segundo Jesus, “estão à procura do seu espaço” no Benfica 2020/21 e podem, desta forma, ter uma oportunidade frente ao Standard.

Sp. Braga e um velho conhecido

Bem mais longe, na Ucrânia, o Sp. Braga defronta uma equipa que, tal como o Standard, deixou uma imagem cinzenta na primeira ronda do grupo G da Liga Europa.

Os claros 3-0 sofridos em Leicester evidenciam a pouca réplica dada aos ingleses, mas as estatísticas também: o Zorya foi uma das equipas da Liga Europa que mais remates concederam ao adversário - foram 18 num só jogo.

Tratou-se, portanto, de uma equipa pouco capaz de suster as investidas ofensivas do Leicester, algo que o Sp. Braga, que continua sem Rui Fonte, lesionado, quererá repetir nesta quinta-feira frente à formação que lhe “roubou” a Europa na terceira pré-eliminatória da edição 2018/19.

Apesar da fraca imagem deixada pelo Zorya na primeira jornada, Carlos Carvalhal, treinador dos minhotos, crê que os ucranianos são uma equipa competente.

“O nome do clube não diz muito, mas a competência é muito alta. O Zorya tem pontos fortes e fracos, como qualquer equipa do mundo, e estudámos bem o adversário”, começou por dizer, na antevisão da partida. E detalhou: “O Zorya foi, a seguir ao Shakhtar, a equipa que mais posse de bola teve no campeonato ucraniano. Gosta de ter bola e vê o jogo de forma positiva. O Sp. Braga e o Zorya são duas equipas viradas para a frente e estão reunidas as condições para ser um jogo muito interessante”, analisou Carvalhal.