Ele vota Trump, ela Biden. A América está cada vez mais dividida, mas este casal mantém-se firme

Conheceram-se a fazer trabalho voluntário e quando se casaram não sabiam que podiam ter ideias tão diferentes no que diz respeito à política. Os últimos quatro anos puseram a união do casal à prova, dizem, mas o amor tem prevalecido.

John e Laura Hunter nasceram em lados opostos da fronteira que separa os Estados Unidos do México, mas cruzaram-se a trabalhar para a associação que John fundou e que espalha garrafas de água pelo deserto que separa os dois países.

As garrafas são distribuídas na esperança de que possam salvar a vida dos migrantes que arriscam a travessia sob o calor do Verão. Há 20 anos, as notícias da morte de dezenas de pessoas naquela travessia levaram John a Water Stations.

"Eu nasci aqui. Eu sou um sortudo que nasceu nos Estados Unidos onde beneficiamos da liberdade e das oportunidades do país", conta John Hunter à Reuters. "Mas as pessoas lá do Sul da fronteira não têm as mesmas oportunidades só porque o sistema deles é diferente. Se eu fosse um deles, eu também quereria vir para Norte."

Apesar de não concordar com a política de imigração de Donald Trump, John Hunter vai votar pela continuidade do actual presidente norte-americano no poder. Não o fez em 2016, "em respeito" pela mulher, mas desta vez o voto vai para os republicanos. "Ele é um homem que não cede, como a maioria dos políticos. Eu gosto disso".

A mulher, Laura, admite que a política já causou alguma "fricção" entre o casal, mas a relação continua firme. "Temos de concordar que discordamos. Somos duas pessoas diferentes, ele é um homem, eu sou uma mulher, e temos pontos de vista diferentes, ideias diferentes e opiniões diferentes."

As eleições nos Estados Unidos realizam-se no dia 3 de Novembro, mas 70 milhões de norte-americanos já votaram antecipadamente.

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