Harry cresceu sem compreender que o preconceito racial existe

Harry e Meghan, o duque e a duquesa de Sussex, têm falado várias vezes sobre questões raciais desde que deixaram os cargos de membros seniores da família real, no final de Março e se mudaram para a Califórnia.

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A fotografia de Hutchinson, com um elemento da extrema-direita ferido ao ombro, correu mundo Reuters/Dylan Martinez
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Patrick Hutchinson é um activista britânico Reuters/DYLAN MARTINEZ
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Harry confessa que só percebeu o que é racismo depois de conhecer Meghan Reuters/POOL

Harry confessa que levou anos para perceber que existia um preconceito racial e que só se apercebeu quando se pôs no lugar da sua mulher, Meghan. O príncipe, em sexta posição na linha de sucessão ao trono britânico, revelou-o durante uma conversa sobre racismo com Patrick Hutchinson, o activista negro que foi fotografado pela Reuters a carregar um homem branco para um local seguro durante uma manifestação em Londres, em Junho.

Harry disse a Hutchinson que o via como um “anjo da guarda” protegendo os outros manifestantes e os dois homens concordaram que ainda há muito trabalho a ser feito para derrotar todos os tipos de discriminação. “Existe um preconceito racial inerente à sociedade que, no meu entendimento e por ter sido criado e educado como fui, não fazia ideia que existisse”, comentou Harry durante a conversa online, gravada na semana passada para um artigo da revista GQ.

Harry e Meghan, o duque e a duquesa de Sussex, têm falado várias vezes sobre questões raciais desde que deixaram os cargos de membros seniores da família real, no final de Março e se mudaram para a Califórnia.

Hutchinson, 50 anos, lembrou a Harry o que aconteceu na manifestação anti-racista de Junho, quando durante a contramanifestação promovida pela extrema-direita, um homem ficou isolado e estava a ser agredido por um grupo, e o activista agarrou-o, tirando-o da confusão. “Faria o mesmo por qualquer pessoa e faria isso uma e outra vez”, declara.

Harry perguntou-lhe como se sente ao ver a oposição contínua aos protestos anti-racismo. “É frustrante”, responde o pai de quatro filhos. “Só nos faz perguntar por que é tão difícil compreender que estamos a lutar pela igualdade”, conclui.

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