Rui Pinto responde a Júdice: “Lidou durante décadas com ladrões e nunca se queixou”

Pirata informático acusa o ex-bastonário dos advogados de nunca se ter queixado enquanto “ladrões” lhe “encheram a conta bancária através de honorários milionários”. “Defende com unhas e dentes Ricardo Salgado”, escreve Rui Pinto.

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Rui Gaudencio

Rui Pinto recorreu ao Twitter para comentar as críticas feitas esta terça-feira em tribunal por José Miguel Júdice, acusando o fundador da sociedade de advogados PLMJ de lidar “durante décadas com ladrões” — e nunca se queixar.

“José Miguel Júdice lidou durante décadas com ladrões, que lhe encheram a conta bancária através de honorários milionários, e nunca se queixou”, escreveu o pirata informático”, que, no final de 2018, entrou nos computadores e nas caixas de correio de alguns trabalhadores da PLMJ.

“Defende com unhas e dentes Ricardo Salgado, dizendo que não é nenhum gangster”, acrescentou ainda Rui Pinto no tweet em que partilha uma notícia sobre os Panama Papers, onde se fala do envolvimento de Júdice na criação de offshores.

“Acho um piadão a este ex-MDLP [Movimento Democrático de Libertação de Portugal]”, termina Rui Pinto, que ainda partilhou uma publicação, na mesma rede social, de Ana Gomes, de 6 de Março, na qual a candidata à Presidência da República refere que o e-mail da sociedade PLMJ surge publicado pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), no âmbito das Luanda Leaks, revelando “prestações de serviços a Isabel dos Santos para branquear capitais, fugir a fisco e esconder produto de saque a Angola”.

Esta terça-feira, 27 de Outubro, José Miguel Júdice criticou Rui Pinto em tribunal, ao prestar depoimento no processo Football Leaks na qualidade de testemunha.

“Fui visitado por este senhor a que só posso chamar ladrão”, declarou o advogado. “Sem violência física, mas com grande violência moral e psicológica”, observou, explicando que décadas de trabalho protegido pelo sigilo profissional, mas também da sua vida pessoal, foram espiadas pelo pirata informático.

Segundo a acusação, o ataque informático de que foi alvo a sociedade de advogados visou a divulgação de peças do processo judicial E-Toupeira, relacionado com uma alegada rede de informadores que permitia ao Benfica aceder antecipadamente aos processos em que o clube estava envolvido na justiça ou nos quais tinha interesse.

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