Pelo menos sete mortos e mais de 100 feridos em atentado em escola religiosa no Paquistão

Ataque ainda não foi reinvicado. Primeiro-ministro paquinestanês garante que responsáveis por “ataque bárbaro e cobarde” vão ser levados à justiça.

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Unidade antiexplosivos procura vestígios no local da explosão Reuters/FAYAZ AZIZ

Uma explosão numa escola religiosa em Peshawar, no Noroeste do Paquistão, causou pelo menos sete mortos e mais de 100 feridos, alguns em estado grave.

As autoridades paquistanesas afirmam que a maioria das vítimas tem entre 20 e 30 anos, mas há registo de pelo menos quatro crianças com menos de 13 anos que ficaram feridas na sequência do atentado.

“Os estudantes estavam a ler o Corão quando ocorreu uma explosão”, disse o chefe da polícia de Peshawar, Muhammad Ali Khan, aos jornalistas no local, referindo que a investigação inicial aponta para que tenham sido utilizados entre cinco a seis quilos de explosivos.

“Parece ter sido utilizado um dispositivo de alta qualidade, com recurso a TNT [trinitrotolueno]. Foram causados grandes estragos e este ataque foi planeado com muito cuidado”, acrescentou, à Geo News, Shafqat Malik, responsável pela unidade antiexplosivos da polícia local.

As investigações iniciais sugerem que o dispositivo foi detonado por um homem que entrou na escola com uma mochila carregada de explosivos.

A explosão ocorreu por volta das 8h30 locais (3h30 em Portugal continental). No interior da madrassa (escola religiosa) estavam cerca de 500 estudantes, segundo o The Guardian, incluindo várias crianças.

No Hospital Lady Reading, em Peshawar, estão pelo menos 83 feridos a receber tratamento, vários com queimaduras graves. Segundo a Al-Jazeera, há ainda 26 pessoas a serem tratados no Hospital Naseerullah Khan Babar, na mesma província.

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, deu condolências aos familiares das vítimas e garantiu que os responsáveis pelo atentando serão responsabilizados. 

“Estou profundamente triste pelo ataque terrorista na madrassa de Peshawar. As minhas condolências aos familiares das vítimas e as orações para que os feridos recuperem rapidamente. Quero assegurar à minha nação que tudo faremos para que os terroristas responsáveis por este ataque bárbaro e cobarde sejam levados à justiça o mais rapidamente possível”, escreveu Khan no Twitter.

Peshawar é a capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, que faz fronteira com o Afeganistão. Ao longo dos anos, a província tem sido um alvo recorrente de ataques terroristas, a maioria reivindicados pelos Taliban paquistaneses.

Depois de vários anos de combates entre os Taliban e os militares paquistaneses, a violência começou a diminuir e muitos militantes jihadistas mudaram-se para o vizinho Afeganistão.

No entanto, a violência sectária e os ataques terroristas nunca cessaram totalmente. Na memória dos paquistaneses ecoa ainda o atentado reivindicado pelos Taliban numa escola em Peshawar, em 2014, que causou a morte de 150 pessoas, a maioria crianças e adolescentes.

O ataque desta terça-feira, que ainda não foi reivindicado, acontece dois dias depois de uma explosão na cidade de Quetta, que causou a morte de três pessoas.

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