Leopoldo López promete regressar para “libertar” a Venezuela

Dirigente da oposição ao Presidente Nicolás Maduro fugiu da Venezuela no domingo e falou pela primeira vez desde o seu exílio em Espanha.

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Leopoldo López quer regressar à Venezuela para afastar Maduro do poder LUSA/Mariscal

O dirigente da oposição venezuelana, Leopoldo López, falou esta terça-feira pela primeira vez desde que fugiu da Venezuela e se exilou em Espanha para garantir que pretende regressar ao seu país para o libertar do que apelidou de “ditadura”.

A partir de Madrid, onde chegou no domingo, López disse que não desejava ter saído da Venezuela, onde já esteve preso. Encontrava-se refugiado na embaixada espanhola em Caracas desde a tentativa de golpe de Estado, em Abril do ano passado, contra o Presidente Nicolás Maduro, que acabou por fracassar.

“Não queria sair da Venezuela, sempre o disse, disse à minha mulher que o dissera em meu nome, as circunstâncias obrigaram-me a sair”, afirmou López. Logo a seguir, porém, assegurou que pretende regressar para “construir a melhor Venezuela”. “Estamos convencidos de que a Venezuela será livre”, defendeu o aliado do autoproclamado chefe de Estado, Juan Guaidó, reconhecido por vários países, incluindo Portugal.

O seu primeiro discurso no exílio serviu para delinear o plano de acção para os próximos tempos que tenta dar um novo ânimo à oposição venezuelana.

“A partir deste novo terreno de luta, continuaremos a cumprir de forma inabalável as responsabilidades atribuídas como comissário para o Centro de Governo do Governo interino da Venezuela”, afirmou López, referindo-se ao executivo montado por Guaidó. 

O político não deu pormenores sobre a sua fuga da Venezuela, apenas dizendo que fez o percurso num “voo comercial”, e garantiu que não houve nenhum acordo prévio com o Governo espanhol, que também reconhece Guaidó como Presidente legítimo.

Em Madrid, López reencontrou-se com a família, que já vivia fora da Venezuela há vários anos. O político foi condenado a 14 anos de prisão, acusado de ter promovido manifestações violentas contra o Governo, e passou três anos na prisão militar de Ramo Verde, para onde o regime costuma enviar os seus adversários, até ser transferido para o regime domiciliário, em 2017. Em Abril do ano passado, López conseguiu sair de casa e apareceu envolvido na revolta contra Maduro.

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