Segunda vaga trava retoma da confiança dos empresários na Alemanha

Indicador IFO caiu em Outubro pela primeira vez em seis meses. Empresários estão preocupados com possibilidade de mais medidas de confinamento para travar nova vaga de infecções

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Reuters/Ralph Orlowski

Depois de cinco meses consecutivos de subidas, que mostravam a forma como a economia alemã estava a recuperar da recessão do segundo trimestre, o índice de confiança empresarial IFO voltou em Outubro a registar uma descida. A segunda vaga da pandemia está a preocupar os empresários da maior economia da zona euro e a tendência de retoma a que se vem assistindo pode ser colocada em causa.

De acordo com os dados publicados esta segunda-feira pelo instituto de investigação económica IFO, o indicador de clima económico na Alemanha passou dos 93,2 pontos em Setembro para 92,7 pontos em Outubro. Num inquérito realizado antes da divulgação dos dados, os analistas consultados pela agência Reuters esperavam em média que o indicador ficasse nos 93 pontos.

Foi a primeira vez nos últimos seis meses que o indicador de clima económico IFO, que mede as expectativas dos empresários, registou uma descida. Depois da queda a pique registada durante os primeiros meses da pandemia, a recuperação vinha sendo feita de forma progressiva, uma tendência semelhante à registada nos indicadores efectivos de actividade económica.

O motivo para este primeiro retrocesso parece ser evidente. “As empresas estão consideravelmente mais cépticas em relação aos desenvolvimentos dos próximos meses. Tendo em conta os números crescentes de infecções, as empresas alemãs estão a ficar cada vez mais preocupadas”, explicou o presidente do IFO, Clemens Fuest, na nota de divulgação dos resultados.

Na Alemanha, tal como na generalidade dos países europeus, incluindo Portugal, tem-se assistido nas últimas semanas a uma aceleração acentuada do número de novos casos de covid-19, tendo os governos começado a recorrer a novas medidas de confinamento para tentar travar esta tendência negativa.

Um regresso a medidas mais drásticas de confinamento, como o fecho das escolas, é temido pelos responsáveis das empresas, pelo efeito que isso teria no consumo, ameaçando uma retoma que vinha sendo feita a um ritmo lento mas constante nos últimos meses.

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